IVº DOMINGO DA PÁSCOA
Introdução
Sempre no quarto domingo da Páscoa nos deparamos com o Bom Pastor. Depois dos diversos encontros com o Ressuscitado, Cristo se apresenta como o Pastor. Os que reconhecem o Ressuscitado o seguem. Ele é o Pastor verdadeiro. O que dá a VIDA. Nos dois sentidos: dá a sua própria vida e dá vida às ovelhas.
Eu dou a vida eterna para as minhas ovelhas.
“Minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem.” (Jo 10,27)
Por duas vezes, no capitulo 10 de Jo Jesus insiste: “Eu sou o Bom Pastor!”. A comparação para nós, num mundo urbano parece ser sem sentido. Mas nos transportemos ao mundo rural do tempo de Jesus e de muitos de nós que viemos do interior. Não na dimensão poética apenas, mas no sentido real de ser pastor: cuidado, condução, conhecer pelo nome, manhãs de inverno, noites de tempestades... O BOM Pastor estará sempre atento. Dá a vida. Dar a vida: pela sua morte e nos dando a graça. Conteúdo prenhe de significado pascal.
Eis que nos voltamos para os pagãos.
“Desse modo, a palavra do Senhor se espalhava por toda a região.” (At 13, 49)
A Igreja que começa percebe a necessidade de pastorear. Fazer “pastoral”. No sentido literal. Ir ao encontro das ovelhas. Sair de Jerusalém e levar a Boa Noticia para todos. A imagem é a da pedra jogada no meio do lago: como quando alguém atira uma pedra no centro de um lago, e a água quieta se agita, formando círculos cada vez maiores que vão se multiplicando. A força da Palavra é assim: vai se espalhando. E chega até nós. E não podemos engavetá-la. Nossa obrigação é levar adiante a obra do Bom Pastor e dos Apóstolos. Muita gente está a nossa espera.
O Cordeiro-Pastor apascenta e conduz para as águas da vida.
“Pois o Cordeiro que está no meio do trono será o pastor deles; vai conduzi-los até às fontes de água da vida. E Deus lhes enxugará toda lágrima dos olhos.” (Ap 7, 17)
Quem segue o Bom Pastor vai receber a recompensa. Apesar das tribulações. Não mais fome. Não mais sede.
Conclusão.
Poderemos transmitir a Boa Nova em primeiro lugar dentro do nosso âmbito familiar e, depois, fora dele a outros, e estes por sua vez a outros, em ondas sucessivas - como a pedra que cai no lago formando círculos concêntricos cada vez mais amplos. Assim a verdade a respeito de Jesus fica no seu verdadeiro lugar e se expande com os seus benéficos efeitos a toda pessoa e lugar. Penso que é anseio de todos nós que estas verdades não se detenham no nosso reduzido círculo, mas que se espalhem com toda a força e a ressonância de que estão dotadas. Anunciar o Bom Pastor. Anunciar a Igreja. Anunciar o fim das tribulações, tristezas, fome, sede, o fim das agruras da vida... "Deus enxugará toda lágrima dos olhos!"
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
24/04/2010
23/04/2010
A culpa é de quem?
Fervem nos meios de comunicação os escândalos provocados pelos abusos sexuais contra menores por parte de alguns do clero católico. De fato, esses crimes e gravíssimos pecados ferem também a Igreja seja pelo hediondo abuso, seja pelo ataque feroz dos que simplesmente a odeiam. Esses atiram para todos os lados, apontando como causa desse ato cruel o celibato (que nós padres LIVREMENTE aceitamos por amor ao Reino de Deus cf. Mt, 19, 12), e a omissão ou acobertamento de bispos e do Santo Padre.
Primeiramente, se o celibato fosse mesmo a causa da pedofilia, como ostentam os inimigos da Igreja, não haveria nenhum caso em que pais de família tenham cometido tais abusos contra menores. A verdade é que, no silêncio (graças a Deus quebrado em grande escala) dos lares de todo o mundo essa prática desumana vem acontecendo.
Certamente, o celibato é um grande sinal para o nosso tempo, marcado pelo hedonismo, por uma sexualidade egoísta, irresponsável e lucrativa. Há muitos celibatários diocesanos e religiosos que são vigorosos, alegres e fiéis a esse dom de Deus e fecundam a sociedade pelo seu eloquente seguimento e anúncio de Jesus Cristo. O problema não é o Celibato. O catecismo da Igreja nos diz nos números 1579 e 1580, na sequência:
"Todos os ministros ordenados da Igreja latina, à exceção dos diáconos permanentes, são normalmente escolhidos entre homens crentes que vivem celibatários e têm vontade de guardar o celibato «por amor do Reino dos céus» (Mt 19, 12). Chamados a consagrarem-se totalmente ao Senhor e às «suas coisas» (1 Cor 7, 12) dão-se por inteiro a Deus e aos homens. O celibato é um sinal desta vida nova, para cujo serviço o ministro da Igreja é consagrado: aceite de coração alegre, anuncia de modo radioso o Reino de Deus".
"Nas Igrejas orientais vigora, desde há séculos, uma disciplina diferente: enquanto os bispos são escolhidos unicamente entre os celibatários, homens casados podem ser ordenados diáconos e presbíteros. Esta prática é, desde há muito tempo, considerada legítima: estes sacerdotes exercem um ministério frutuoso nas suas comunidades (Concílio Vaticano II, Presbyterorum Ordinis). Mas, por outro lado, o celibato dos sacerdotes é tido em muita honra nas Igrejas orientais e são numerosos aqueles que livremente optam por ele, por amor do Reino de Deus. Tanto no Oriente como no Ocidente, aquele que recebeu o sacramento da Ordem já não pode casar-se".
Em segundo lugar, quanto à acusação de omissão e acobertamento da Igreja por parte de bispos. É verdade que em alguns casos de pedofilia noticiados pela imprensa há o histórico de omissão por parte dos bispos em questão. Não é essa a norma na Igreja (clique e saiba mais) Não se pode acusar toda a Igreja por isso.
Quanto à acusação de que o Papa tenha acobertado, mesmo antes do pontificado. Tal acusação é infundada, inaceitável e injusta. O papa Bento XVI tem enfrentado abertamente esse problema, manifestando seu horror e sentimento de traição (reação partilhada por toda a Igreja). Também se opõe a qualquer acobertamento. Como exemplo, cito sua Carta Pastoral aos Católicos da Irlanda (válida para todos os católicos do mundo inteiro) quando diz: "(...)uma preocupação inoportuna pelo bom nome da Igreja e para evitar os escândalos, levaram como resultado à malograda aplicação das penas canónicas em vigor e à falta da tutela da dignidade de cada pessoa. É preciso agir com urgência para enfrentar estes fatores, que tiveram consequências tão trágicas para as vidas das vítimas e das suas famílias e obscureceram a luz do Evangelho a tal ponto, ao qual nem sequer séculos de perseguição não tinham chegado" (n.4).
Uma coisa, portanto é noticiar fatos. Outra é usá-los para atacar quem também sofre pelos mesmos.
"A Igreja é como um grande corpo; quando um membro está doente, todo o corpo sofre. O bom é que os membros sadios, graças a Deus, são a imensa maioria! Também do clero! Por isso, ela será capaz de se refazer dos seus males, para dedicar o melhor de suas energias à Boa Notícia: para confortar os doentes, visitar os presos nas cadeias, dar atenção aos abandonados nas ruas e debaixo dos viadutos; para ser solidária com os pobres das periferias urbanas, das favelas e cortiços; ela continuará ao lado dos drogados e das vítimas do comércio de morte, dos aidéticos e de todo tipo de chagados; e continuará a acolher nos Cotolengos criaturas rejeitadas pelos “controles de qualidade” estéticos aplicados ao ser humano; a suscitar pessoas, como Dom Luciano e Dra. Zilda Arns, para dedicarem a vida ao cuidado de crianças e adolescentes em situação de risco; e, a exemplo de Madre Teresa de Calcutá, ainda irá recolher nos lixões pessoas caídas e rejeitadas, para lavar suas feridas e permitir-lhes morrer com dignidade, sobre um lençol limpo, cercadas de carinho. Continuará a mover milhares de iniciativas de solidariedade em momentos de catástrofes, como no Haiti; a estar com os índios e camponeses desprotegidos, mesmo quando também seus padres e freiras acabam assassinados" (Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer. Fonte: O Estado de São Paulo, 11/04/2010).
Mais que tergiversar sobre culpados e causas, precisamos socorrer as vítimas e curar esse mal social que não escolhe ideologia, religião e classe social.
Fonte:
Pe. Rogério Guimarães
Primeiramente, se o celibato fosse mesmo a causa da pedofilia, como ostentam os inimigos da Igreja, não haveria nenhum caso em que pais de família tenham cometido tais abusos contra menores. A verdade é que, no silêncio (graças a Deus quebrado em grande escala) dos lares de todo o mundo essa prática desumana vem acontecendo.
Certamente, o celibato é um grande sinal para o nosso tempo, marcado pelo hedonismo, por uma sexualidade egoísta, irresponsável e lucrativa. Há muitos celibatários diocesanos e religiosos que são vigorosos, alegres e fiéis a esse dom de Deus e fecundam a sociedade pelo seu eloquente seguimento e anúncio de Jesus Cristo. O problema não é o Celibato. O catecismo da Igreja nos diz nos números 1579 e 1580, na sequência:
"Todos os ministros ordenados da Igreja latina, à exceção dos diáconos permanentes, são normalmente escolhidos entre homens crentes que vivem celibatários e têm vontade de guardar o celibato «por amor do Reino dos céus» (Mt 19, 12). Chamados a consagrarem-se totalmente ao Senhor e às «suas coisas» (1 Cor 7, 12) dão-se por inteiro a Deus e aos homens. O celibato é um sinal desta vida nova, para cujo serviço o ministro da Igreja é consagrado: aceite de coração alegre, anuncia de modo radioso o Reino de Deus".
"Nas Igrejas orientais vigora, desde há séculos, uma disciplina diferente: enquanto os bispos são escolhidos unicamente entre os celibatários, homens casados podem ser ordenados diáconos e presbíteros. Esta prática é, desde há muito tempo, considerada legítima: estes sacerdotes exercem um ministério frutuoso nas suas comunidades (Concílio Vaticano II, Presbyterorum Ordinis). Mas, por outro lado, o celibato dos sacerdotes é tido em muita honra nas Igrejas orientais e são numerosos aqueles que livremente optam por ele, por amor do Reino de Deus. Tanto no Oriente como no Ocidente, aquele que recebeu o sacramento da Ordem já não pode casar-se".
Em segundo lugar, quanto à acusação de omissão e acobertamento da Igreja por parte de bispos. É verdade que em alguns casos de pedofilia noticiados pela imprensa há o histórico de omissão por parte dos bispos em questão. Não é essa a norma na Igreja (clique e saiba mais) Não se pode acusar toda a Igreja por isso.
Quanto à acusação de que o Papa tenha acobertado, mesmo antes do pontificado. Tal acusação é infundada, inaceitável e injusta. O papa Bento XVI tem enfrentado abertamente esse problema, manifestando seu horror e sentimento de traição (reação partilhada por toda a Igreja). Também se opõe a qualquer acobertamento. Como exemplo, cito sua Carta Pastoral aos Católicos da Irlanda (válida para todos os católicos do mundo inteiro) quando diz: "(...)uma preocupação inoportuna pelo bom nome da Igreja e para evitar os escândalos, levaram como resultado à malograda aplicação das penas canónicas em vigor e à falta da tutela da dignidade de cada pessoa. É preciso agir com urgência para enfrentar estes fatores, que tiveram consequências tão trágicas para as vidas das vítimas e das suas famílias e obscureceram a luz do Evangelho a tal ponto, ao qual nem sequer séculos de perseguição não tinham chegado" (n.4).
Uma coisa, portanto é noticiar fatos. Outra é usá-los para atacar quem também sofre pelos mesmos.
"A Igreja é como um grande corpo; quando um membro está doente, todo o corpo sofre. O bom é que os membros sadios, graças a Deus, são a imensa maioria! Também do clero! Por isso, ela será capaz de se refazer dos seus males, para dedicar o melhor de suas energias à Boa Notícia: para confortar os doentes, visitar os presos nas cadeias, dar atenção aos abandonados nas ruas e debaixo dos viadutos; para ser solidária com os pobres das periferias urbanas, das favelas e cortiços; ela continuará ao lado dos drogados e das vítimas do comércio de morte, dos aidéticos e de todo tipo de chagados; e continuará a acolher nos Cotolengos criaturas rejeitadas pelos “controles de qualidade” estéticos aplicados ao ser humano; a suscitar pessoas, como Dom Luciano e Dra. Zilda Arns, para dedicarem a vida ao cuidado de crianças e adolescentes em situação de risco; e, a exemplo de Madre Teresa de Calcutá, ainda irá recolher nos lixões pessoas caídas e rejeitadas, para lavar suas feridas e permitir-lhes morrer com dignidade, sobre um lençol limpo, cercadas de carinho. Continuará a mover milhares de iniciativas de solidariedade em momentos de catástrofes, como no Haiti; a estar com os índios e camponeses desprotegidos, mesmo quando também seus padres e freiras acabam assassinados" (Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer. Fonte: O Estado de São Paulo, 11/04/2010).
Mais que tergiversar sobre culpados e causas, precisamos socorrer as vítimas e curar esse mal social que não escolhe ideologia, religião e classe social.
Fonte:
Pe. Rogério Guimarães
Os Enfrentamentos
OS ENFRENTAMENTOS
IIIº DOMINGO DA PÁSCOA
1. Introdução.
Na nossa caminhada pascal nos deparamos várias vezes com o Ressuscitado. Hoje nos encontramos com Ele no dia-a-dia, na missão e no céu. Uma caminhada de verdade. O Ressuscitado nos ajuda a enfrentar o mar, a nos lançar para os desafios da evangelização e da missão para alcançarmos a bem-aventurança eterna. A Eucaristia que nos reúne vai nos abastecer com a força para esta caminhada.
2. Estou de volta pro meu aconchego.
“Eu vou pescar” Eles disseram: “Também vamos contigo” (Jo 21, 3)
Pedro parece desistir do seguimento. Voltar à vida de pescador. O fracasso da cruz parece abater a todos. Voltar à antiga condição, ao antes de conhecer Jesus. Tentados a abandonar tudo! Voltar à pescaria, atividade antiga... Voltar a Emaús, morada antiga... Essa também a nossa tentação. Só teremos segurança se enraizados na Comunidade. Com a Palavra e com a Eucaristia. Assim poderemos sair e anunciar ao mundo a condição nova para a humanidade: uma sociedade de ressuscitados, na dignidade de filhos e filhas de Deus. O Ressuscitado, na praia acena para eles que é hora de recomeçar. A pesca se torna abundante, pois Ele está presente. E os abastece com o alimento. O cristão abastecido pela Eucaristia vai enfrentar as dificuldades do dia-a-dia.
3. Bem aventurados os perseguidos...
Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus. (At 5, 41)
O enfretamento das dificuldades não desanima o apóstolo. Mesmo torturados não desistem. Têm consciência de sua tarefa: “É preciso obedecer a Deus, antes que os homens.”. O projeto não e deles: é de Deus! E assumem na prática o que já dizia a bem-aventurança: “Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos, e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês, por causa de mim.” (Mt 5,11). Assim ontem com a Igreja. Assim hoje com a Igreja. Perseguida, caluniada, ofendida, mas seguindo firme, cumprindo as propostas do Ressuscitado.
4. Sou cidadão do infinito...
Eram milhares de milhares, milhões de milhões... (Ap 5, 11)
E depois seremos recompensados. Basta manter a fidelidade. Faremos parte da multidão que vai estar diante do Cordeiro.
5. Conclusão
Nossa caminhada deve seguir esses passos: encontrar-se com o Ressuscitado, assumir a sua proposta de maneira concreta na missão para alcançarmos a recompensa prometida. Será uma luta constante. Mas é preciso perseverar. Ele não nos aponta facilidades, mas enfrentamentos – porta estreita, cruz, perseguição... “Vocês serão odiados de todos, por causa do meu nome. Mas, quem perseverar até o fim, esse será salvo.” (Mt 10, 22).
Obs. Quando se lê o texto mais longo Jo 21, 15-19 – Muitos vêem na tríplice declaração de amor um resgate da tríplice negação de Pedro. Eu penso que não. Jesus já o tinha perdoado. Não ia encostá-lo na parede para botar o dedo na ferida. A tríplice declaração de amor é para a sua missão: “Apascenta...” (Jo 21,15ss). Quem vai apascentar tem que ter muito amor...
Fonte:CI170410
Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
IIIº DOMINGO DA PÁSCOA
1. Introdução.
Na nossa caminhada pascal nos deparamos várias vezes com o Ressuscitado. Hoje nos encontramos com Ele no dia-a-dia, na missão e no céu. Uma caminhada de verdade. O Ressuscitado nos ajuda a enfrentar o mar, a nos lançar para os desafios da evangelização e da missão para alcançarmos a bem-aventurança eterna. A Eucaristia que nos reúne vai nos abastecer com a força para esta caminhada.
2. Estou de volta pro meu aconchego.
“Eu vou pescar” Eles disseram: “Também vamos contigo” (Jo 21, 3)
Pedro parece desistir do seguimento. Voltar à vida de pescador. O fracasso da cruz parece abater a todos. Voltar à antiga condição, ao antes de conhecer Jesus. Tentados a abandonar tudo! Voltar à pescaria, atividade antiga... Voltar a Emaús, morada antiga... Essa também a nossa tentação. Só teremos segurança se enraizados na Comunidade. Com a Palavra e com a Eucaristia. Assim poderemos sair e anunciar ao mundo a condição nova para a humanidade: uma sociedade de ressuscitados, na dignidade de filhos e filhas de Deus. O Ressuscitado, na praia acena para eles que é hora de recomeçar. A pesca se torna abundante, pois Ele está presente. E os abastece com o alimento. O cristão abastecido pela Eucaristia vai enfrentar as dificuldades do dia-a-dia.
3. Bem aventurados os perseguidos...
Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus. (At 5, 41)
O enfretamento das dificuldades não desanima o apóstolo. Mesmo torturados não desistem. Têm consciência de sua tarefa: “É preciso obedecer a Deus, antes que os homens.”. O projeto não e deles: é de Deus! E assumem na prática o que já dizia a bem-aventurança: “Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos, e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês, por causa de mim.” (Mt 5,11). Assim ontem com a Igreja. Assim hoje com a Igreja. Perseguida, caluniada, ofendida, mas seguindo firme, cumprindo as propostas do Ressuscitado.
4. Sou cidadão do infinito...
Eram milhares de milhares, milhões de milhões... (Ap 5, 11)
E depois seremos recompensados. Basta manter a fidelidade. Faremos parte da multidão que vai estar diante do Cordeiro.
5. Conclusão
Nossa caminhada deve seguir esses passos: encontrar-se com o Ressuscitado, assumir a sua proposta de maneira concreta na missão para alcançarmos a recompensa prometida. Será uma luta constante. Mas é preciso perseverar. Ele não nos aponta facilidades, mas enfrentamentos – porta estreita, cruz, perseguição... “Vocês serão odiados de todos, por causa do meu nome. Mas, quem perseverar até o fim, esse será salvo.” (Mt 10, 22).
Obs. Quando se lê o texto mais longo Jo 21, 15-19 – Muitos vêem na tríplice declaração de amor um resgate da tríplice negação de Pedro. Eu penso que não. Jesus já o tinha perdoado. Não ia encostá-lo na parede para botar o dedo na ferida. A tríplice declaração de amor é para a sua missão: “Apascenta...” (Jo 21,15ss). Quem vai apascentar tem que ter muito amor...
Fonte:CI170410
Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
20/07/2007
Pe. Evaldo Praça Ferreira fala de sua visita à Fazenda da Esperança
Pe. Evaldo Praça Ferreira é diretor da Cáritas Diocesana e Pároco da Paróquia Santíssima Trindade de Marataízes. Visitou na primeira quinzena do mês de julho, a Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá, São Paulo, e nos explica melhor como foi essa visita.
Departamento de Comunicação: O que é a Fazenda da Esperança?
Pe. Evaldo: A Fazenda da Esperança é o nome que se dá a comunidade onde vivem jovens dependentes que querem se livrar do álcool e das drogas. Este lugar retrata o esforço de pessoas que desafiam diariamente os maiores flagelos da humanidade, resgatando a dignidade de filhos de Deus.
DC: Qual o sentimento que o Senhor teve ao chegar à Fazenda da Esperança?
Pe. Evaldo: Ao chegar lá, percebi que a Fazenda da Esperança é um lugar de Deus, “É coisa de Deus”, como eles mesmos dizem. Porque coisa de Deus? Porque senti que há uma harmonia naquele lugar. E olhe que lá são hospedados 140 jovens. Há um clima harmônico entre eles. Trabalham e vivem em harmonia. E para estar vivendo essa experiência, só quem está na presença de Deus mesmo, pelo contrário não conseguiriam. Senti muito forte essa presença de Deus.
DC: Qual o objetivo da visita a Fazenda Esperança?
Pe. Evaldo: Nossa visita teve como objetivo conhecer a Fazenda da Esperança. O método e a terapia que é feita, para assim nós trazermos para nossa Diocese.
DC: O que ficou de marcante dessa visita?
Pe. Evaldo: Algo que nos marcou é que a terapia utilizada é simples: a espiritualidade, o trabalho e a vida comunitária. Ficamos muito felizes de ver que a terapia é muito simples e ainda de constatar que 80% dos jovens que entram na Fazenda da Esperança são recuperados. Diante dos desafios que temos no sul do estado e das nossas necessidades, em que há um avanço muito grande das drogas na juventude, partilhamos nosso anseio com Frei Hans e com o Nelson (um dos fundadores), de trazer a Fazenda da Esperança para nossa Diocese.
DC: Quais as expectativas de agora em diante?
Pe. Evaldo: Podemos ter as melhores expectativas. Para abrir uma Fazenda da Esperança é preciso ter algumas coisas: o desejo manifestado pela Diocese e pelo Bispo Diocesano e isso já aconteceu, tanto que Dom Célio já enviou uma carta fazendo o pedido. Segundo, a Igreja Diocesana tem que estar interessada, e isso têm acontecido; nossa Igreja tem rezado pela Fazenda da Esperança. E os terceiro, têm que ter o local e isso já conseguimos: um sítio de 2,5 alqueires, em Castelo, próximo a Conduru.
Disso tudo então, o que nos alegrou, dentro da expectativa, foi que quando conversamos com Nelson ele disse que estava vendo que naquele momento não era o nascimento, mas a “fecundação” da Fazenda da Esperança no Estado do Espírito Santo.
A possibilidade de trazer a Fazenda da Esperança para nossa Diocese é concreta e real. Em conversa com o Bispo Diocesano Dom Célio, ele disse que não podemos mais voltar atrás. A missão da Igreja Diocesana é cuidar de todos e todas que sofrem de vários males e hoje principalmente dos males das drogas.
Dentro da expectativa ficou definida uma visita do Frei Hans e do Nelson nos dias 31 de julho, 01 e 02 de agosto, para assim darmos encaminhamento ao processo de instalação da Fazenda da Esperança.
Fonte: Departamento Diocesano de Comunicação
Diocese de Cachoeiro de Itapemirim-ES
Diretor: Pe. Rogério Guimarães de Almeida Cunha
Assistente Administrativo: Estefânia Sales Santolini
09/07/2007
Monsenhor Antônio Romulo Zagotto fala sobre o Jubileu de Ouro da Diocese
1 - Mons. Romulo percebemos com muita clareza que a Diocese está bem dinamizada com os preparativos para o Jubileu de Ouro.
O Senhor como Coordenador Diocesano da Equipe para o Jubileu, poderia fazer uma retrospectiva dos fatos que vem acontecendo em relação ao Jubileu de Ouro Diocesano até o presente momento?
Nossa Diocese esta toda mobilizada para celebrar seu jubileu de ouro. Ficou estabelecido que este seria vivido em três etapas: uma fazendo o levantamento histórico, outra marcada pela formação e a terceira com características celebrativas. Em 2006 todas as nossas Comunidades fizeram um levantamento de sua história e este material está arquivado em nossa Secretaria de Pastoral para que a Equipe encarregada desta parte histórica possa fazer ou um livro ou uma revista sobre nossa caminhada de cinqüenta anos. Colhemos um material muito rico e interessante. Neste ano, além das formações normais, cada regional (somos sete) está promovendo um aprofundamento sobre os temas propostos – Espiritualidade – Bíblia e Ética. Dentro das marcas jubilares lançamos a LTogomarca do jubileu, na festa de São Pedro os Bispos, padres e diáconos já usaram casulas e estolas com este elemento e uma placa foi entregue a cada paróquia, para que seja afixada em um lugar de destaque. Dentro das celebrações do Jubileu da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, acontecerá o descerramento do busto de Dom Luis Gonzaga Peluzo, primeiro Bispo Diocesano, no dia 08 de julho, dia em que comemoramos o centenário de seu nascimento. Para marcar esse momento, acontecerá uma missa às 9 horas, na Praça Jerônimo Monteiro, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Célio de Oliveira Goulart e concelebrada pelos padres da cidade de Cachoeiro de Itapemirim.
2- Sentimos um grande envolvimento das paróquias e comunidades, quais os passos importantes estão previstos até a grande celebração?
No ano que vem vamos celebrar. Estamos ainda nos organizando quanto às datas, mas teremos uma abertura do ano jubilar, uma celebração para a dedicação da nossa Catedral (possivelmente com a presença do Núncio Apostólico) e uma grande celebração encerrando nosso jubileu.
11/06/2007
Dom Célio viaja para Roma
1 – Secretariado: Dom Célio qual o motivo de sua viagem a Roma?
Dom Célio:
Minha origem de vida eclesial está em ter sido membro da Ordem dos Frades Menores - sigla OFM. Em números de bispos da origem da Ordem no Brasil somos 26 e, no mundo 125. O Conselho Geral da Ordem, cuja sede está em Roma, programou um Encontro em nível internacional conosco, os bispos franciscanos, a acontecer em Assis, berço da Ordem, para junto conosco aprofundarmos em nossa missão evangelizadora como bispos, sem perdermos tudo aquilo que foi o embasamento de nossos compromissos como frades franciscanos na vivência do carisma de São Francisco.
2- Secretariado: Qual a importância dessa viagem?
Dom Célio:
Na ida irei me encontrar com alguns bispos de língua portuguesa na cidade de Lisboa, para celebrarmos Santo Antônio na Basílica a ele dedicada em Lisboa. Depois estaremos em Fátima, prosseguindo nossa viagem para Assis no dia 17. Do dia 17 a 21 estaremos reunidos no Convento da Porciúncula. Os temas serão apresentados por alguns especialistas em franciscanismo. Teremos oportunidade de partilhar nossas experiências como bispos provenientes de vários países e com as mais diversas experiências pastorais e missionárias. No dia 22 estaremos em Roma, quando teremos um encontro com o Papa Bento XVI na Basílica de São João de Latrão, na época era a residência oficial do Papa e é hoje ainda sua catedral em Roma. Esta Basílica marca o primeiro encontro do então jovem Francisco de Assis com o Papa Inocêncio III. Este acontecimento define o sentido da eclesialidade da Ordem Franciscana. Daí a importância com o encontro com o Papa e participarmos com ele de uma grande concelebração eucarística. Por tudo isto vejo a importância da viagem: convivência fraterna com os bispos franciscanos que estarão presentes;a acolhida do Superior Geral e do Conselho Geral da Ordem; troca de experiências pastorais e evangelizadoras com os bispos dos vários continentes; estudo, reflexão e momento de voltar à origem do franciscanismo.
3 - O que o Senhor espera da viagem?
Dom Célio; Espero tirar o maior proveito possível em nível de conhecimentos pessoais, de convivência fraterna, de descanso, de retomada dos princípios da espiritualidade franciscana e que tudo isto possa igualmente me ajudar no exercício do meu ministério de bispo e pastor. Conto com as orações de todos e, prometo levar a todos comigo em meus momentos de maior intimidade com o Senhor Deus, fonte de nossa constante busca.
Agradeço pela atenção de todos.
Paz e Bem!
04/06/2007
Parceria com a Fundação PROMAR - Entrevista com Cora Augusta Duarte Aguieiras
Secretariado:
*Cora qual a perspectiva da parceria entre a PROMAR e a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim?
Arquiteta Cora Augusta:
-A Promar é uma Instituição particular sem fins lucrativo, reconhecida fora do Estado, com um trabalho sério na área de restauro de Patrimônio, é responsável pelo restauro do Palácio do Governo do Estado do Espírito Santo, da Ponte Florentino Avides em Vitória e fez uma parceria com a Arquidiocese de Vitória para a restauração da Catedral Metropolitana de Vitória. É uma instituição que viabiliza recursos para desenvolver trabalho de restauro em Patrimônios Arquitetônicos culturais.
Secretariado:
Que benefícios podem trazer não só para a Paróquia Nosso Senhor dos Passos, mas para toda Diocese?
Arquiteta Cora Augusta:
- Estamos começando com a Paróquia Nosso Senhor dos Passos, mas temos outros três projetos encaminhados. A Diocese está buscando parceria que vai dar frutos. A Fundação Promar tem condições de fazer uma intervenção com profissionais especializados e graduados, com atribuições específicas nessa área e mão de obra especializada.
A Diocese de Cachoeiro de Itapemirim firmou uma parceria com a Fundação Promar, que é constituída por equipe multidisciplinar, de forma que os trabalhos serão desenvolvidos obedecendo à legislação pertinente a restauro no mundo inteiro.
Existe nessa primeira fase o encaminhamento técnico do cadastramento do Patrimônio feito pela equipe de Arte Sacra da Diocese. As outras fases seguem o processo de viabilização de recursos para intervenção física da Igreja Nosso Senhor dos Passos.
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