14/06/2011

SANTÍSSIMA TRINDADE


1. Introdução.

Quando celebramos a Santíssima Trindade não celebramos um mistério curioso, que nossa razão não alcança! Celebramos um mistério que cada vez mais que mergulhamos nele, mais infinito se torna. Aprendemos que há um só Deus em três Pessoas. A Trindade passa para nós uma maneira de se viver em Comunidade. Ela é a Comunidade perfeita. Nossa Comunidade deve se esforçar para vivenciar aqui os atributos vividos em Deus: Amor, partilha, doação, comunhão, comunicação,... Depois de Pentecostes, a Igreja sai em missão, pregando a fé, batizando a todos em nome da Trindade. A celebração de hoje deve renovar em nós um ato de adoração ao nosso Deus, um compromisso de vida em Comunidade e um esforço missionário.



2. Primeira Leitura: Ex 34,4b-6.8-9 - Aliança.

Moisés recebe a revelação do Deus da Aliança: Deus de compaixão e de piedade, lento para a cólera e cheio de amor e fidelidade. Nosso Deus mantém conosco uma relação de amor fiel. É Deus quem toma a iniciativa de renovar a aliança com o seu povo. Nós devemos nos curvar diante deste Deus que se mantém fiel até hoje e dar uma resposta de fidelidade a estas propostas amorosas que faz a cada um de nós.



3. Segunda Leitura: 2Cor 13,11-13 - Como imitar a Trindade.

Este pequeno texto nos ajuda a fazer um exame de consciência para ver como está nossa Comunidade. Ficar alegres, procurar a perfeição e estar animados, ter os mesmos sentimentos, viver na paz, resgatar a afetividade... Se vivermos estes conselhos estaremos retratando a vida que é vivida na Trindade. Ela é a Comunidade perfeita: devemos nos esforçar para alcançar esta perfeição!



4. Evangelho: Jo 3,16-18 - Aliança renovada.

A Aliança celebrada no AT se concretiza através de Jesus. Deus não quer que os homens se percam, nem sente prazer em condená-los. Temos um Deus que nos ama, Deus de compaixão e de piedade, lento para a cólera e cheio de amor e fidelidade. Adoramos este Deus que nos dá esta vida nova.



5. Reflexão.

1. Somos fiéis à Aliança?

2. Como nossa Comunidade retrata a Trindade?



Dinâmica:

Renovar as promessas do Batismo.




Fonte: Mons. Antônio Romulo Zagotto

07/06/2011

PENTECOSTES .

- 1. Introdução
Com a celebração de Pentecostes termina o Tempo Pascal. A Comunidade passa a viver sob a ação do Espírito Santo. É um tempo novo para a Igreja, é um tempo novo para o mundo! Somos sacudidos interiormente por um fogo novo e um vento impetuoso! Não há mais o que temer! Aquele que venceu a morte se torna presente, de forma invisível, mas real, para que, por meio do Espírito Santo, o cristão deixe de lado as obras da carne e construa a obra de Deus. É o aniversário da Igreja, que corajosamente abre as portas e anuncia um tempo novo. Pela força do Espírito Santo somos constituídos missionários. Este mesmo Espírito nos renova interiormente e renova a face da terra.

2. Primeira Leitura: At 2,1-11 - O Espírito gera a Igreja.

Lucas reúne várias passagens do AT para relatar o fato Pentecostes: os 50 dias após a Páscoa, no Sinai, onde o povo celebra a Aliança e recebe a Lei; a manifestação de Deus, no Sinai, entre fogo e fumaça; o inverso do acontecimento de Babel (Gn11,1-9). O que importa é crer no que está na base de toda Comunidade cristã: o Espírito Santo faz compreender e continuar o testemunho de Jesus. As portas se abrem e começa o tempo da Igreja.

3. Segunda Leitura: 1Cor 12,3b-7.12-13 - Ministérios, carismas e serviços

O Espírito Santo suscita na Comunidade vários carismas, ministérios e serviços. São habilidades para fazer seus trabalhos para o bem de todos. Os fenômenos carismáticos não têm finalidade em si mesmos, mas para a Comunidade. Entender a ação do Espírito Santo na Comunidade exige delicadeza e discernimento: ninguém pode se dizer dono do Espírito Santo nem se pode duvidar da sua ação na Igreja.

4. Evangelho: Jo 20,19-23 - O Espírito derramado.

Infundindo na Comunidade pós-pascal o Espírito Santo, Jesus quer dar a ela uma vida nova e mostrar-lhe o objetivo de sua missão: sem medo, continuar a atividade dele. Somos construtores da Paz, somos missionários da Boa Nova e anunciadores de um novo tempo, Tempo de Graça.

5. Reflexão.

1. Estamos tendo a coragem par abrir as portas e anunciar o projeto de Jesus?

2. Os ministérios, carismas e serviços são dons para a Comunidade?

3. Vivemos o sacramento da Crisma?

Dinâmica:

Duas vasilhas com óleo perfumado. Formam-se duas filas. Cada um faz uma cruz na fronte do outro, renovando o Sacramento da Crisma, dizendo: O DOM de Deus esteja contigo!

No final da celebração, fazer o Rito para Apagar o Círio, dar a benção com Círio Pascal aceso, depois apagá-lo, deixando-o junto à pia batismal ou guardando-o em uma caixa bonita.

RITO PARA APAGAR DO CÍRIO PASCAL

(Domingo de Pentecostes)

Obs.: O suporte o do Círio Pascal deve estar junto à pia batismal. Alguém segura o Círio junto ao que preside.

Terminada a oração depois da comunhão o que preside se dirige junto ao círio ainda aceso e faz uma breve introdução à liturgia da luz:

Presidente Irmãos e irmãs, na noite na qual se deu vida ao alegre tempo Pascal, o “dia de cinqüenta dias”, no momento de acender o Círio, nós aclamamos a Cristo nossa Luz. E a luz do Círio pascal nos acompanhou nestes cinqüenta dias e contribuiu não pouco a nos fazer recordar a grande realidade do Mistério pascal. Hoje, no dia de Pentecostes, ao fechar-se o Tempo da Páscoa, o Círio é apagado, este sinal nos é tirado, também porque, educados na escola pascal do mestre Ressuscitado e cheios do fogo dos dons do Espírito Santo, agora, devemos ser nós, “Luz de Cristo” que se irradia, como uma coluna luminosa que passa no mundo, em meio aos irmãos, para guiá-los no êxodo em direção ao céu, à “terra prometida” definitiva. Veremos agora, no desenrolar do ano litúrgico, resplender a luz do Círio Pascal, sobretudo em dois momentos importantes do caminhar da Igreja: Na primeira Páscoa que viveram os seus filhos com a recepção do Batismo, e por ocasião da última Páscoa, quando, com a morte, ingressarão na verdadeira vida.

O cantor dirige-se ao ambão, e de lá canta as invocações a Cristo.

Cantor: Cristo, Luz do mundo!

Todos: Demos graças a Deus!

Presidente: Cantando, em reto tom estas e as demais invocações.

Ó Sol da justiça, raio bendito, primeira fonte de luz, o ardentemente desejado, acima de tudo e de todos; poderoso, inescrutável e inefável; alegria do bem, visão da esperança satisfeita, louvado e celeste, Cristo criador, Rei da glória, certeza da vida/, preenche os vazios da nossa voz com a Tua Palavra onipotente, oferecendo-a como súplica agradável ao teu Pai altíssimo/.

Cantor: Cristo, Luz do mundo!

Todos: Demos graças a Deus!

Presidente: Esplendor da glória do Pai, que difunde a claridade da verdadeira luz, raio da luz, fonte de todo esplendor/. Tu, dia que ilumina o dia, Tu verdadeiro sol, penetra com a tua luz constante e infunde nos nossos sentidos a chama do teu Espírito/.

Cantor: Cristo, Luz do mundo!

Todos: Demos graças a Deus!

Presidente: Sois a lâmpada da casa paterna que ilumina com luz ardente/. Sois o sol da justiça, o dia que jamais escurece, a luminosa estrela da manhã/.

Cantor: Cristo, Luz do mundo!

Todos: Demos graças a Deus!

Presidente: Sois do mundo o verdadeiro doador da Luz, mais luminoso que o sol pleno, todo luz e dia/, ilumina os profundos sentimentos do nosso coração/.

Cantor: Cristo, Luz do mundo!

Todos: Demos graças a Deus!

Presidente: Ó Luz dos meus olhos, doce Senhor, defesa dos meus dias, ilumina Senhor o meu caminho, pois sois a esperança na longa noite/. Ó chama viva da minha vida, ó Deus, minha luz/.

Cantor: Cristo, Luz do mundo!

Todos: Demos graças a Deus!

Coral: Hino Pascal “Cristo venceu Aleluia”

Terminado o Hino Pascal, o Presidente faz a inclinação ao Círio Pascal, e o toma nas mãos. Depois, voltado para o povo, canta a oração.

Digna-Te, ó Cristo, nosso dulcíssimo Salvador, de acender as nossas lâmpadas da fé; que em Teu templo elas refuljam constantemente, alimentadas por Ti, que sois a luz eterna; sejam iluminados os ângulos escuros do nosso espírito e sejam expulsas para longe de nós as trevas do mundo/. Faz que vejamos, contemplemos, desejemos somente a Ti, que só a Ti amemos, sempre no fervente aguardo de Ti, Que vives e reinas pelos séculos dos séculos/. (Traçando o sinal da cruz com o Círio Pascal diz) E abençoe-vos o Deus Todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

E toda a assembléia aclama, cantando: Amem! Amem! Amem!

Presidente: Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.

No final da celebração, depois de dar a benção com Círio Pascal aceso, apagá-lo, seja levado ao Batistério.

Fonte: Mons. Antônio Romulo Zagotto

01/06/2011

ASCENSÃO DO SENHOR



1. Introdução.

A festa da Ascensão do Senhor nos ensina que o homem Jesus passa a ser o Senhor Glorificado. O homem visível, do convívio cotidiano, passa a ser invisível, numa realidade infinita e misteriosa. Jesus volta para o Pai, de onde saiu, para dizer à humanidade que há uma nova esperança para todos: toda a humanidade é convidada a também a se esforçar para conseguir este lugar. Na nossa celebração já vivemos esta realidade celestial: Deus já nos dá o seu mais precioso dom que é Ele mesmo; vivemos a partilha, a solidariedade; formamos uma sociedade de iguais... Devemos nos esforçar para viver aqui na terra estas realidades do céu.

2. Primeira Leitura: At 1,1-11 - Subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai...

A descrição da Ascensão de Jesus é um modo de falar sobre a sua volta para o mistério da vida de Deus. O homem Jesus, visível, se torna invisível. Não podemos ficar olhando para o alto, passivos, mas assumir a missão, preparando o mundo para a volta do Senhor.

3. Segunda Leitura: Ef 1,17-23 - Cabeça e membros glorificados.

Paulo nos exorta a termos esperança para alcançarmos também a mesma herança dada a Jesus: depois de sua morte-ressurreição Eles está sentado junto do Pai, como o Senhor. Como membros de um corpo onde Ele é a cabeça, também nós seremos glorificados como Ele.


4. Evangelho: Mt 28,16-20 - Continuadores de sua missão.

É momento de despedida, mas é também momento de compromisso. É festa, pois Jesus reassume o seu lugar junto do Pai; mas é momento de enfrentar os desafios. Temos uma missão; continuar a obra da construção do Reino: construir Comunidades, anunciar e denunciar. Não estamos sozinhos: “... eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.”

5. Reflexão.

1. Esperamos que as coisas aconteçam ou assumimos a tarefa de construtores do Reino?

2. Em que baseamos nossa esperança?

3. Enfrentamos os desafios?

Dinâmica:

Entrar com uma faixa onde deve estar escrito: “ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS!”


Ler ou distribuir os textos do Doc. de Aparecida:

Nº - 31 - No rosto de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, maltratado por nossos pecados e glorificado pelo Pai, nesse rosto doente e glorioso, com o olhar da fé podemos ver o rosto humilhado de tantos homens e mulheres de nossos povos e, ao mesmo tempo, sua vocação à liberdade dos filhos de Deus, à plena realização de sua dignidade pessoal e à fraternidade entre todos. A Igreja está a serviço de todos os seres humanos, filhos e filhas de Deus.

Nº - 65 - Isto deveria nos levar a contemplar os rostos daqueles que sofrem. Entre eles estão as comunidades indígenas e afro-americanas que, em muitas ocasiões, não são tratadas com dignidade e igualdade de condições; muitas mulheres são excluídas, em razão de seu sexo, raça ou situação sócio-econômica; jovens que recebem uma educação de baixa qualidade e não têm oportunidades de progredir em seus estudos nem de entrar no mercado de trabalho para se desenvolver e constituir uma família; muitos pobres, desempregados, migrantes, deslocados, agricultores sem terra, aqueles que procuram sobreviver na economia informal; meninos e meninas submetidos à prostituição infantil ligada muitas vezes ao turismo sexual; também as crianças vítimas do aborto. Milhões de pessoas e famílias vivem na miséria e inclusive passam fome. Preocupam-nos também os dependentes das drogas, as pessoas com limitações físicas, os portadores e vítimas de enfermidades graves como a malária, a tuberculose e HIV – AIDS, que sofrem a solidão e se vêem excluídos da convivência familiar e social. Não nos esqueçamos também dos seqüestrados e aqueles que são vítimas da violência, do terrorismo, de conflitos armados e da insegurança na cidade. Também os anciãos que, além de se sentirem excluídos do sistema produtivo, vêem-se muitas vezes recusados por sua família como pessoas incômodas e inúteis. Sentimos as dores, enfim, da situação desumana em que vive a grande maioria dos presos, que também necessitam de nossa presença solidária e de nossa ajuda fraterna. Uma globalização sem solidariedade afeta negativamente os setores mais pobres. Já não se trata simplesmente do fenômeno da exploração e opressão, mas de algo novo: da exclusão social. Com ela o pertencimento à sociedade na qual se vive fica afetado, pois já não se está abaixo, na periferia ou sem poder, mas se está de fora. Os excluídos não são somente “explorados”, mas “supérfluos” e “descartáveis”.

Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto

catedral@dci.org.br



24/05/2011

NÃO ESTAMOS SOZINHOS! - 6º Domingo de Páscoa


1. Introdução.

Estamos nos aproximando da Festa de Pentecostes. A liturgia aproveita e, didaticamente, começa a nos preparar para este grande acontecimento. O Espírito Santo dinamiza a Igreja e faz com que ela cresça. Este mesmo Espírito encoraja os cristãos a enfrentar os desafios. O Evangelho declara que não ficaremos órfãos: o Espírito Santo estará conosco como nosso consolador e nosso defensor. A celebração de hoje nos ajuda a assumir uma caminhada confiante. Não estamos sozinhos. A Palavra que é semeada em nosso coração e a Eucaristia que nos alimenta são dons gerados pelo Espírito para a vida de nossa Comunidade.

2. Primeira Leitura: At 8,5-8.14-17 - Missão de Jesus, missão da Igreja.

Lucas descreve o crescimento da Igreja. Os discípulos continuam a ação de Jesus: anúncio do reino, expulsão dos demônios, curas. Mas não são obras humanas: são obras produzidas pelo Espírito. Sem Ele nada disso estaria acontecendo! Hoje ainda a Igreja continua a obra de Jesus, impulsionada pela força do Espírito Santo.

3. Segunda Leitura: 1Pd 3,15-18 - Não tenham medo!

No versículo anterior (14), há uma pista para se entender que tipo de sofrimento é este descrito no texto de hoje: o sofrimento por causa da justiça. Pedro escreve aos injustiçados, marginalizados, peregrinos, já considerados como subversivos e conspiradores. É preciso enfrentar o sofrimento, para que a exemplo de Jesus, pelo Espírito, tenhamos vida.

4. Evangelho: Jo 14,15-21 - Temos um Defensor. Não estamos sozinhos.

Jesus envia o Espírito Santo como nosso defensor. Não nos deixa órfãos. A Comunidade deve viver o projeto de Jesus: assumir o seu mandamento. Esta é a condição para que o Espírito haja. Se não retratarmos a obra de Jesus, se não dermos continuidade ao seu projeto, estaremos optando pela mentira, pela morte. Amar significa optar pela Verdade, pela Vida.

5. Reflexão.

1. Nossos projetos são meramente humanos ou estamos nos deixando conduzir pelo Espírito?

2. Como estamos enfrentando os desafios?

3. Somos continuadores da obra de Jesus?



6. Dinâmica:

Fazer aqui o Rito da Misericórdia: a) pedir perdão pelo nosso comodismo.

b) pedir perdão pelo nosso medo.

c) pedir perdão por não assumir o projeto de Jesus.



Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto

catedral@dci.org.br



16/05/2011

PEDRAS DE CONSTRUÇÃO - Vº Domingo de Páscoa


1. Introdução.

As palavras chaves deste Domingo são: serviço, construção, caminho. Viver como o Ressuscitado é comprometer-se com o seu projeto. Depois do lava-pés Jesus diz: “O que Eu fiz, fazei vós também” (Jo 13,15) Devemos servir. Jesus é a pedra fundamental, nós somos chamados a ser pedras na construção deste projeto novo. Ele se apresenta como Caminho, Verdade e Vida. Jesus não indica caminhos, ensina verdades, promete vida! Ele mesmo em pessoa é Deus no meio de nós. Só Ele pode se proclamar Caminho, Verdade e Vida. A celebração que nos reúne deve nos ajudar a assumir o serviço, a ser pedra na construção eclesial e a assumir Jesus como Caminho, Verdade e Vida.



2. Primeira Leitura: At 6,1-7 - Rezar sim, trabalhar também!

Diante das primeiras dificuldades, a comunidade inteira é convocada para examinar a questão e chegar a uma decisão. Os serviços (ministérios) vão surgindo na Igreja diante das necessidades concretas. Os bens são colocados a serviços dos necessitados (viúvas). Por causa destas atitudes muitos começaram a participar da vida da comunidade cristã. (cf. Mt 5,16 e 1Pd 2,12).



3. Segunda Leitura: 1Pd 2,4-9 - Pedra Viva, pedras vivas...



Pedro descreve Jesus como uma pedra viva e quer que cada cristão seja também uma pedra viva. A pedra serve para a construção, mas serve também para tropeço. Quem aceita Jesus, constrói com Ele. Quem o rejeita tropeça e cai. Pelo Batismo passamos a fazer parte desta construção: sacerdotes, profetas e servos!



4. Evangelho: Jo 14,1-12 - Caminho, Verdade e Vida.



Jesus é o caminho verdadeiro para a vida. Ninguém poderia se proclamar caminho, Verdade e Vida a não ser Jesus! Ele é o caminho seguro que nos conduz ao Pai! Só Ele é a verdade encarnada. É pela sua morte-ressurreição que temos Vida! Quem vê Jesus vê o Pai; quem vê o cristão deve ver Jesus. Devemos ser continuadores desta presença libertadora de Jesus na Comunidade e na Sociedade. Gosto de repetir o que Jesus diz no Evangelho de hoje: “E para onde eu vou vós conheceis o caminho.” (Jo 14,4). Nós já conhecemos o caminho. Precisamos indicá-lo aos outros...



5. Reflexão.



1. Como estão nossos ministérios (serviços) na Comunidade? Somos servos ou queremos que nos sirvam?

2. Estamos participando da construção de uma sociedade nova? Hoje, em Salvador, na Bahia, acontece a beatificação de Irmã Dulce, que conhecemos entre nós como o “Anjo bom da Bahia”. Ela será invocada como Beata Irmã Dulce dos Pobres, porque sua vida foi toda ela dedicada aos pobres. Lutou para construir uma sociedade nova.

3. Seguimos atalhos, mentiras e morte?



Dinâmica:

Cada pessoa do CPC trazer uma pedra (paralelepípedo ou tijolo), com o nome de sua pastoral ou serviço e montar uma parede. Deixar buracos na parede e dinamizar, perguntando o que falta (pastorais, serviços) para a parede (comunidade) ficar mais a serviço.


Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto


catedral@dci.org.br



10/05/2011

DOMINGO DO BOM PASTOR - 4º Domingo de Páscoa

1. Introdução.

Este Domingo é o Domingo do Bom Pastor. Dia de oração pelas vocações sacerdotais e religiosas. Olhando para Jesus, O Bom Pastor, queremos pedir mais pastores para o nosso rebanho. Não só pastores instituídos (padres, religiosos ou religiosas), mas também pastores que assumam com generosidade nossas pastorais. Este é um nome tão repetido e assumido em nossa Diocese, mas que muitas vezes não motivou ainda nossas Comunidades a assumir o modelo de Igreja proposto para a nossa caminhada diocesana. A Celebração de hoje deve nos ajudar a rezar ao Bom Pastor mas também a nos comprometer com o rebanho!

2. Primeira Leitura: At 2, 14a.36-41 - O crescimento do rebanho

Pedro apresenta como assumir o projeto de Jesus: a conversão! O Batismo insere a pessoa numa nova comunidade. É preciso deixar de lado as estruturas injustas produzidas pelo pecado e assumir o projeto do Reino. Morrer para o pecado e ressuscitar para a vida nova. O Batismo nos coloca no rebanho do Bom Pastor e nos compromete com um jeito novo de vida.

3. Segunda Leitura: 1Pd 2,20b.-25 - Cordeiro e Pastor.

Pedro descreve o sofrimento de Jesus para justificar o nosso sofrimento: é na dimensão do Reino que sofremos. Lembra Mt 5, 10, sofrer para o Reino. Como Cordeiro, Jesus passa pelo sofrimento para nos resgatar. A partir daí torna-se Pastor, e nós como ovelhas fazemos parte deste rebanho.

4. Evangelho: Jo 10,1-10 - Vida em abundância.

Os pastores guardavam suas ovelhas todas num mesmo curral, à noite. Um ficava vigiando. O ladrão não tinha condição de entrar pela porta. Só se derrubasse a cerca. Pela manhã, cada um chamava suas ovelhas e elas seguiam seu pastor, reconhecendo seu chamado. Jesus se apresenta como Porta. Uma abertura libertadora, que liberta as ovelhas para pastagens. O redil opressor é aberto, para que todos tenham vida. Jesus não quer ninguém prisioneiro, doente, excluído: quer que todos tenham vida.



5. Reflexão.

1. Como estamos vivendo o nosso Batismo? Nosso rebanho está aumentando?

2. Como estão nossas pastorais? Temos preocupação com as pastorais sociais?



Dinâmica:

Apresentar as atividades de nossa Comunidade. Interrogar-se sobre as atividades que ainda não existem.



Obs.: No lugar da oração da Comunidade, rezar a Oração pelas Vocações.



1. Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos o teu forte e suave convite: "Vem e segue-me"! Derrama sobre nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir a tua voz.

Cantando: Envia, envia Senhor, operários para a messe, escuta, escuta esta prece, multidões te esperam, Senhor!



2. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta as nossas comunidades para a missão. Ensina a nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na vida consagrada e religiosa.

Cantando: Envia, envia Senhor, operários para a messe, escuta, escuta esta prece, multidões te esperam, Senhor!



3. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade dos nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança aos nossos seminaristas. Desperta o coração dos nossos jovens para o ministério pastoral na tua Igreja.

Cantando: Envia, envia Senhor, operários para a messe, escuta, escuta esta prece, multidões te esperam, Senhor!



4. Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder "sim".

Cantando: Envia, envia Senhor, operários para a messe, escuta, escuta esta prece, multidões te esperam, Senhor!

Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto


catedral@dci.org.br





04/05/2011

ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS - IIIº DOMINGO DE PÁSCOA


1. Introdução.

O tempo Pascal nos coloca em íntima comunhão com o Ressuscitado. Mas deve nos colocar também em íntima comunhão com a Comunidade. Jesus se manifesta muitas vezes, depois de ressuscitado, fácil de ser reconhecido. Outras vezes não se o reconhece. É assim hoje. Muitas vezes é fácil viver a religião. Outras vezes é difícil reconhecer na face do outro a própria face de Jesus. A Eucaristia nos ajuda encontrar Jesus, mas, nos compromete a ir ao encontro de Jesus mesmo quando o outro não se parece com Ele.

2. Primeira Leitura: At 2,14.22-33 - O que morreu está vivo!

Pedro apresenta um resumo do anúncio fundamental da igreja. Tudo o que o AT anunciara se realiza em Jesus. Uma estrutura injusta o matou, mas o Pai, condenando esta estrutura o ressuscita. Passa a ser o Senhor do Universo. Cabe a nós, como testemunhas destes fatos anunciar esta grande notícia e denunciar toda estrutura injusta, causadora da morte.

3. Segunda Leitura: 1Pd 1,17-21 - Que preço!

Pedro descreve o valor do cristão resgatado pelo sangue precioso de Jesus. Daí a nossa importância e a nossa dignidade. Temos a Deus como Pai, somos filhos e filhas, irmãos e irmãs. Uma sociedade que empobrece, que discrimina e que exclui, vai contra estes princípios. O nosso testemunho de anúncio e de denúncia deve ajudar a construir uma sociedade justa e solidária.

4. Evangelho: Lc 24,13-35 - Ele está no meio de nós!

É outra vez Domingo! Jesus ressuscitado aparece agora caminhando com dois discípulos. Eles, de imediato, não o reconhecem. A caminhada é eucarística: liturgia da Palavra/liturgia Eucarística. Jesus continua caminhado com a humanidade; Jesus continua anunciado e denunciando por meio de sua Palavra; Jesus continua a questionar a humanidade para que partilhe o pão, partilhe a vida. A nossa celebração nos ajuda a por em prática estes ensinamentos. Mas é preciso levá-los para a vida.

5. Reflexão.

1. Nossa Comunidade denuncia a estrutura injusta que hoje continua excluindo, continua matando?

2. Temos consciência do nosso preço?

3. Como são nossas celebrações? Só Fé? Só Vida? Levamos para casa um compromisso de transformar a sociedade?



Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto


catedral@dci.org.br