10/04/2013

TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCOA

Introdução:

O tempo Pascal nos coloca em íntima comunhão com o Ressuscitado. Mas deve nos colocar também em íntima comunhão com a Comunidade. Jesus se manifesta muitas vezes, depois de ressuscitado, fácil de ser reconhecido. Outras vezes não se o reconhece. É assim hoje. Muitas vezes é fácil viver a religião. Outras vezes é difícil reconhecer na face do outro a própria face de Jesus. A Eucaristia nos ajuda encontrar Jesus, mas, nos compromete a ir ao encontro de Jesus mesmo quando o outro não se parece com Ele.

Frases fortes: "É preciso obedecer  a Deus antes que aos homens" (At 5, 29)

"Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus" (At 5, 41)

 

Primeira Leitura: At 5, 27b-32.40b-41

As autoridades se reúnem para decidir sobre a sorte dos apóstolos. Enquanto isso, estes ensinam o povo, que já está disposto a tomar uma atitude contra os poderosos. Apesar da proibição (cf. 4,18), os apóstolos continuam ensinando em nome de Jesus. Interrogado, Pedro mostra a razão da desobediência: Ressuscitando a Jesus, Deus julga e desautoriza a autoridade do Sinédrio, que o condenou e matou. A ressurreição é o fundamento da liberdade de testemunhar. Para as autoridades, o fenômeno cristão é movimento de insurreição política, como qualquer outro. Gamaliel apresenta o significado profundo do confronto com o movimento cristão. Por trás do princípio de tolerância e também de liberdade, mais acima afirmada por Pedro (4,19s), está em jogo uma opção radical: obedecer a Deus ou aos homens; adotar a lógica de Deus na liberdade que provém da vitória sobre a morte, ou obedecer à lógica humana, que tem como fundamento o medo da morte e que se firma no poder repressivo que provoca tortura e morte. Mas, o cristianismo vem de Deus, ninguém poderá detê-lo...

 

Segunda Leitura: Ap 5, 11-14

Quando o Cordeiro recebe o livro, ouvem-se três grandes louvores. O primeiro é da criação e do povo de Deus, mostrando por que o Cordeiro pode receber o livro. O segundo é dos anjos, atribuindo a Jesus todas as qualidades possíveis; pois o Senhor da história é somente Jesus, e não os poderes que se absolutizam. O terceiro é de todas as criaturas, que reconhecem Deus e o Cordeiro no mesmo plano. O povo de Deus adora somente a Deus e a Jesus Cristo, e não os homens nem as coisas.

 

Evangelho: Jo 21, 1-19

A comunidade cristã que age sem estar unida à pessoa e missão de Jesus continua nas trevas e não produz fruto, pois trabalha sem perceber a presença do ressuscitado e sem conhecer o modo correto de realizar a ação. No momento em que ela segue a palavra de Jesus, o fruto surge abundante. A missão termina sempre na Eucaristia, onde se realiza a comunhão com Jesus. A ideia de superioridade e domínio no exercício do pastoreio é absolutamente contrária ao ensino e atitude de Jesus, que considera todos os seus discípulos como amigos e irmãos. O verdadeiro pastor é aquele que segue a Jesus, colocando-se a serviço da comunidade e sendo capaz de amá-la até o fim, dando por ela até a própria vida.

 

Conclusão:

1. Temos a coragem do enfrentamento e do testemunho?

2. Acolhemos o ressuscitado e o anunciamos aos outros?

3. Respondemos com AMOR ao chamado de Jesus?

 

Dinâmica:

Destacar o Círio Pascal e a oferta dos dons

 

26/03/2013

Tríduo Pascal


QUINTA-FEIRA SANTA

 

Introdução:Esta celebração lembra três fatos importantes do fim da vida terrena de Jesus: a instituição da Eucaristia, a instituição do sacerdócio e o exemplo de humildade no lava-pés. Sinais do grande serviço prestado à humanidade na cruz, Eucaristia, sacerdócio e caridade-serviço, formam uma unidade inseparável: a Eucaristia é o sacrifício da cruz por meio do sinal sacramental. O sacerdócio é a continuação do sacerdócio de Jesus, plenificado na cruz. A caridade é o amor doação que tem como maior exemplo o amor doação de Jesus na cruz. Celebrar a Quinta-feira Santa é estar com Jesus nos seus últimos momentos e participar da entrega total que Ele faz. Reunidos ao redor da mesa, também nós renovemos o nosso compromisso de entrega total.

 

I Leitura: Ex 12,1-8.11-14 - Páscoa = Deus liberta o seu povo.

O cerimonial da Páscoa lembra ao povo que Deus está do seu lado. Derrota o faraó opressor e protege o oprimido. Celebrada até hoje, como festa mais importante, ela é para os cristãos a lembrança de um Deus que liberta o seu povo através do novo cordeiro, que é Jesus Cristo.

 

II Leitura: 1 Cor 11,23-26 - Alimento para todos.

As refeições eucarísticas, em Corinto, não primavam pela delicadeza em esperar os mais simples, entre eles os escravos e operários. É neste contexto que Paulo relata o mais antigo testemunho sobre a Eucaristia. (seria interessante ler 1 Cor 11, 17-33).

 

Evangelho: Jo 13,1-15 - Lavadores de pés!

O Senhor se torna servo. Toda a sua vida tinha sido assim. Amanhã, na cruz, será assim! Servo, entrega a própria vida. O lava-pés, não é apenas um gesto simbólico, mas é na realidade o que fez par dizer que também nós devemos ser lavadores de pés. Estar sempre a serviço: A Eucaristia é total doação: o sacerdócio deve ser total doação; o mandamento do Amor só pode ser entendido como doação; a cruz é total doação. Como o Servo, também devemos ser servos. Fica fácil repetir o rito do lava-pés! O difícil é concretizá-lo em nossa vida!

 

Reflexão.

1. Como são nossas celebrações?

2. Quem está na liderança da Comunidade está a serviço?

3. Comunidade e Eucaristia têm que significado para nós? Qual a importância que damos às nossas celebrações? São substituídas facilmente pelo passeio, pela preguiça, pela TV...?

 

Dinâmica:

No lava-pés, escolher jovens, para que lhes sejam lavados os pés.

 

LUCERNÁRIO

QUINTA-FEIRA SANTA

(Depois da saudação inicial)

 

COMENTÁRIO ‑ Nos lares das famílias judias, cabia à mãe acender as luzes dos candeeiros e, assim, dar vida e alegria ao ambiente em que se realizavam as solenidades. Podemos supor que, na última Ceia, foi Maria quem o fez. A Igreja Católica, conservando essa bela tradição, inicia a Missa da Ceia Pascal com a "bênção" da luz, símbolo da vinda de Cristo, o Messias, luz do mundo. Também o uso das velas nos altares tem sua origem nesse antigo costume israelita.

 

SETE MULHERES (acendendo as luzes do Menoráh)

1.      Bendito sejas tu, Adonai, nosso Deus, rei do universo, que nos santificaste por teus mandamentos.

2.      Bendito sejas tu, Adonai, nosso Deus, rei do universo que nos ordenaste benignamente esta festa das luzes.

3.      Bendito sejas tu, Adonai, nosso Deus, rei do universo, que nos conservaste a vida até o dia de hoje.

4.      Que esta casa seja abençoada, ó Deus, e que a luz da tua benevolência brilhe sobre todos nós, trazendo‑nos a paz.

5.      Bendito sejas Tu Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos santificaste com os Teus Mandamentos e nos ordenaste acender as velas desse dia festivo.

6.      Bendito seja Deus pelo pão e pelo vinho, fruto da terra e do trabalho humano que para nós se transformam no Corpo e no Sangue de Jesus.

7.      Em nome de Jesus o Messias. Amém.

 

COMENTARISTA ‑ Neste momento, a pessoa mais jovem presente faz as quatro perguntas tradicionais. Na última Ceia, quem as formulou foi provavelmente o apóstolo João.

 

CRIANÇA – 1. Por que essa noite é diferente de todas as outras? Podemos comer pão fermentado todas as outras noites. Por que nesta noite especial de Páscoa, só podemos comer pão ázimo?

CELEBRANTE: Eis por que: No Egito nosso povo tornou a ser oprimido, perseguido e obrigado aos mais penosos trabalhos. Clamamos, então, ao Senhor, Deus de nossos pais, e Ele nos ouviu e nos socorreu em nossas aflições, trabalhos e desgraças. E nos conduziu, cheios de espanto, para fora do Egito, por meio de muitos sinais e prodígios. Em todas as noites do ano, podemos comer pão com fermento, mas na Páscoa só comemos  o pão sem fermento. Fazemos assim apenas para lembrar quando os filhos de Israel saíram às pressas do Egito e não tiveram tempo para deixar a massa do pão crescer e fermentar.

CRIANÇA – 2. Por que em todas as outras noites nós comemos todo tipo de verduras e nesta noite nós só comemos ervas amargas?

CELEBRANTE: As Ervas Amargas têm seu lugar porque os egípcios tornaram a vida dos israelitas amarga com o sofrimento da escravidão. "Assim lhes amargurava a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os faziam servir com dureza (Ex 1.14)".

CRIANÇA – 3. Por que nesta noite nós mergulhamos as ervas na água com sal, e ervas amargas em água doce?

CELEBRANTE: Tudo isso para lembrar que as nossas lágrimas do gosto amargo da escravidão do Egito eram sempre temperadas com a doçura da esperança

CRIANÇA – 4. Por que em todas as outras noites nós comemos sentados ou reclinados, e nesta noite nós comemos em pé?

CELEBRANTE: Os hebreus enquanto escravos no Egito não podiam ficar reclinados no momento das refeições. Foram instruídos pelo Eterno para comer a Páscoa apressadamente, com a cintura cingida, os cajados em suas mãos e as sandálias nos pés, pois aguardavam a qualquer momento a saída do Egito. Que a recordação desta noite, com as palavras e os gestos de Jesus, inspire nossa conduta ao longo de nosso caminho.

 

Em seguida se faz o Ato Penitencial

 

Segue-se o Glória com sinos, foguetes...

 

SEXTA-FEIRA SANTA

 

Obs.: Após a Leitura da paixão, haja uma BREVE homilia.

 

Introdução:

Neste dia "em que Cristo, nossa Páscoa foi imolado”, (1Cor 5,7), torna-se clara realidade o que desde ha muito havia sido prenunciado em figura e mistério: a ovelha verdadeira substitui a ovelha figurativa, e mediante um único sacrifício  realiza-se plenamente o que a variedade das antigas vítimas significava. Com efeito, "a obra da Redenção dos homens e da perfeita glorificação de Deus,  prefigurada pelas suas obras grandiosas no povo da Antiga Aliança, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada Paixão, Ressurreição de entre os mortos e gloriosa Ascensão, mistério este pelo qual, morrendo, destruiu a nossa morte e, ressuscitando, restaurou a nossa vida Foi do lado de Cristo adormecido na Cruz que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja. (SC, n. 5)

Ao contemplar Cristo, seu Senhor e Esposo, a Igreja comemora o seu próprio nascimento e a sua missão de estender a todos os povos os salutares efeitos da Paixão de Cristo, efeitos que hoje celebra em ação de graças por dom tão inefável. (CB, n. 312).

 

Reflexão:

1 - A cruz redentora  e libertadora de Cristo.

2 - Não parar na morte, mas apontar para a ressurreição.

3 - Os que morrem hoje, vítimas da violência, do desemprego, do sistema.

4 - Somos convidados a seguir os passos de Jesus: nossos sofrimentos, dores, desafios...

 

Obs.: a) na oração universal, acrescentar uma,  pelos jovens.

        b) na adoração da cruz, colar nela cartazes, para serem retirados, escrito: drogas, bebidas, sexo precoce, ambição ...

 

SÁBADO SANTO - VIGÍLIA PASCAL

           

Obs.: Para a Vigília Pascal, propõem-se nove leituras: sete do AT e duas do NT. Se as circunstâncias o exigirem, por razões particulares, o número de leituras pode ser reduzido. Mas, devem-se ler ao menos três do AT ou, em casos mais urgentes, duas antes da Epístola e do Evangelho. Nunca se omita a leitura do Êxodo, sobre a passagem do Mar Vermelho.(3ª leitura).

1ª.Gn 1,1-2,2    2ª.Gn 22,1-18   3ª.Ex 14,15-15,1   4ª.Is 54,5-14   5ª.Is 55,1-11  6ª.Br 3,9-15.32-4,4   7ª.Ez 36,16-17a.18-28  Epístola: Rm 6,3-11   Evangelho: Mt 28,1-10

 

Introdução:

                        Páscoa quer dizer “passagem”. Deus passa entre os homens, os homens passam o Mar Vermelho, Cristo passa da Morte à Vida, o batizado passa do pecado à Graça. Passamos das Trevas para a Luz. Iniciamos nossa vigília, com a mais bela das cerimônias: a benção do fogo novo que acende o Círio Pascal, iluminando nossa noite. E cantamos a alegria desta noite... Depois ouvimos a história da salvação, desde o começo da criação, até a noticia de que Aquele que estava morto Ressuscitou! Cantamos o alegre Aleluia, anunciando ao mundo  esta verdade: a morte foi vencida!

 

Leitura: Ex 14,15-15,1 - Liberdade, liberdade...

                       A passagem do Mar Vermelho divide a história do povo judeu entre o passado da opressão e futuro da liberdade. Não há mais caminho de volta. O mar se fecha, os inimigos são derrotados. Há agora uma caminhada pela frente. É proclamada a independência de um povo. O hino de Moisés, que canta esta vitória é a forma poética de narrar o mesmo fato: Deus libertou o seu povo.

 

Epístola: : Rm 6,3-11 - Morte e vida

Jesus foi morto por um sistema religiosa fanático e por um sistema político opressor. Mas Deus o ressuscitou. Pela fé e pelo batismo, o cristão participa desta sua morte-ressurreição. È preciso morrer (=converter-se) para participar da Vida.

 

Evangelho: Mt 28,1-10 - Da morte para a vida

É manhã do primeiro dia da semana. É manhã de Domingo. É o dia do Senhor. Por causa desta manhã, os cristãos vão se reunir todos os Domingos para lembrar este Dia: neste dia Jesus ressuscitou! Sua história não para na morte. Ele ressuscitou. Esta é a verdade central de nossa fé. E somos continuadores do anúncio desta verdade. Devemos continuar em todos os lugares e em todos os momentos a anunciar esta verdade, transformando o medo da morte na alegria da vida. Com Jesus devemos também fazer esta passagem, esta Páscoa.

 

Reflexão.

1. Somos da Trevas ou somos da Luz? Escravos ou Livres?

2. Como estamos vivendo o nosso Batismo? Procuramos nos converter a cada dia?

3. Estamos anunciando a Vida? Que projetos nossa Comunidade tem para dar valor à Vida?

 

Dinâmica:

Depois da homilia, fazer o abraço da paz e desejar Feliz Páscoa.

 

DOMINGO DE PÁSCOA

 

Introdução:

A ressurreição não é mero milagre que mostra a divindade de Jesus: Deus não pode morrer! Também não é uma vingança sobre os inimigos que o mataram! É muito mais: é a resposta de Deus às nossas mais profundas interrogações e por isso é a mais bela noticia que temos. Nossa história não termina com a morte. E através da Ressurreição Jesus vem selar o que pregou, vem dar fundamentação ao seu projeto, vem dizer que o Reino anunciado é de verdade o Reino de Vida, de Verdade e de Justiça!

 

I Leitura: At 10,34a.37-43 - Testemunhar a Vida.

Pedro faz um resumo da história de Jesus. Fala do Jesus da história e do Cristo ressuscitado. É a ressurreição que ilumina todo o passado de Jesus e projeta luz para a caminhada da Igreja: anunciar esta novidade é tarefa nossa. Não mais morte, não mais sofrimento, não mais doença, mas Vida. Ressuscitados com o ressuscitado!

 

II Leitura: Cl 3, 1-4 - Batizados = ressuscitados.

Todo batizado deve viver de acordo com o seu Batismo. A Liturgia Batismal salienta bem o morrer (mergulhar, dar um banho, lavar) e o viver (o sair da água, a roupa nova, a luz). Não podemos nos comportar mais como antes. Se batizados devemos procurar viver esta vida nova que recebemos. Agora estamos incorporados à Cristo. E a Cristo ressuscitado!

 

Evangelho: Jo 20,1-9 - Ele não está morto!

Um túmulo vazio! É o que encontram Pedro e João. E mais tarde Jesus vai aparecer a Madalena, aos apóstolos... Tudo para confirmar que Ele não está morto. As testemunhas passaram para nós esta verdade. É por causa desta verdade que estamos reunidos hoje. É por causa desta verdade que nos reunimos a cada Domingo. A verdade da Ressurreição deve tomar conta de nossa vida a tal ponto, que devemos anunciá-la aos outros, e como os mártires dar a vida para defendê-la. Jesus está vivo! Esta é a grande noticia que devemos espalhar para o mundo inteiro. E porque Ele está vivo todos têm o direito à vida.

 

Reflexão.

1. Qual o sentido de nossa esperança?

2. Estamos lutando para defender a vida?

3. Vale a pena lutar pela vida, se a morte toma conta da história? Somos anunciadores da Ressurreição?

 

Dinâmica:

Depois da homilia fazer o abraço da paz e desejar Feliz Páscoa.

27/12/2012

SANTA MÃE DE DEUS

Introdução:

A festa de hoje nos ajuda a contemplar a Mãe de Deus, dentro das celebrações do Natal e a celebrar a Paz tão necessária para os nossos dias. A Eucaristia que nos reúne nos mostra que Maria dá ao mundo Jesus, que é a nossa paz. Contemplamos mais a presença do Senhor em nosso meio do que a presença da Mãe. Ela sempre se coloca de lado, para realçar a figura de seu Filho. Um hino de ação de graças deve brotar de dentro de nós, pela paz que o Senhor quer nos dar. Reunidos aqui vamos transformar os votos de feliz ano novo em um pedido de benção de graça e paz.

 

 I Leitura: Nm 6, 22-27 - O Senhor te abençoe e te guarde!

Esta fórmula de benção, escolhida para a primeira leitura do Ano Novo, é uma benção solene com que se encerravam as grandes celebrações do Templo e mais tarde das reuniões nas sinagogas. Estamos pedindo uma benção para o nosso ano que se inicia e para que haja paz.

 

II Leitura: Gl 4, 4-7 - A Mulher dá ao mundo Jesus, que é a nossa paz

... nascido de uma mulher = com todos os nossos limites humanos. Jesus é homem mesmo, faz parte de nossa humanidade.

... a fim de resgatar = mas Deus, com todo o seu poder, que liberta e salva toda a humanidade.

 

Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R/. 2a)

 

Evangelho: Lc 2, 16-21 - O nome de Jesus = Deus salva.

Jesus recebe um nome que exprime toda a sua missão. Será o realizador da salvação da humanidade toda. “Eu vim para que todos tenham vida... (Jo 10, 10). Também nós, pelo nosso batismo temos uma missão.

 

Reflexão.

1. Como foi vivido o nosso ano que passou?

2. Ao iniciar um novo ano temos chances de irradiar a paz, a liberdade, bondade, compreensão, justiça e fraternidade.

3. O dia mundial de oração pela paz nos ajuda a assumir projetos de paz para nós mesmos, para nossa casa, para nossa Comunidade Eclesial, e para a Sociedade. O que de concreto vamos assumir?

 

Dinâmica:

Com alegria e entusiasmo vamos nos desejar a paz e um feliz Ano Novo.

 

 

SAGRADA FAMÍLIA


Introdução:

Contemplando a família de Nazaré, pensamos na nossa família doméstica e na nossa família Comunidade. Nossa família deve ser uma pequena igreja e nossa Igreja deve ser uma grande família. Os problemas enfrentados ontem e hoje pelas famílias serão superados a partir de uma reação frente aos danos morais e econômicos que limitam o ser familiar. A Celebração que forma esta Comunidade família deve nos ajudar a encontrar estes caminhos.

 

 I Leitura: Eclo 3, 3-7.14-17a  - Um mandamento, uma obrigação.

O mandamento de “Honrar pai e mãe...” é uma proposta do próprio Deus para a alegria e felicidade dos filhos. O cuidado com quem cuida de nós é antes de tudo uma forma carinhosa de retribuir o Dom da vida que brotou de nossos pais.

 

II Leitura: Cl 3, 12-21 - Modo de viver em família.                   

As virtudes relacionadas neste texto ajudam a por em prática a boa vivência familiar de uma maneira cristã. Estamos vivendo todas elas?

 

Salmo 83 (84),  2-3.5-6.9-10 (R/ cf. 5a)

 

Evangelho: Lc 2, 41-52 - Encontrado no meio de doutores

Neste Evangelho, as primeiras palavras de Jesus mostram que toda a sua missão decorre da sua relação filial com o Pai. Isto significa que essa missão provém do próprio mistério de Deus e da realização de sua vontade entre os homens. Contudo, ela se processa dentro do mistério da Encarnação, aonde Jesus vai aprendendo a viver a vida humana como qualquer outro homem.

 

Reflexão.

1. Como estamos enfrentando as crises que atingem nossas famílias? Crises morais e crises econômicas que esfacelam nossas casas?

2. A família é de verdade a Igreja Doméstica?

3. Nossa Pastoral Familiar está preocupada apenas em fazer “cursos de noivos” ou está atingindo a pessoa desde o momento que nasce até momento que morre?

 

Dinâmicas:

Pedir para a família ficar sentada no mesmo banco. Renovar a benção das alianças e as promessas do matrimônio. Preparar texto com antecedência.

 

20/12/2012

4º DOMINGO DO ADVENTO

(21.12.
Introdução:
Deus escolhe os lugares desconhecidos, as pessoas desconhecidas para se tornar humano. A figura central deste domingo é a mulher grávida. Maria e Isabel se encontram grávidas e na expectativa de um novo parto da Salvação de Deus. Maria, portadora da salvação, põe-se a caminho e, no encontro serviçal e gratuito com Isabel, experimenta a alegria da realização das promessas de Deus. A terra e toda a humanidade se encontram grávidas do reino e entram no dinamismo do amor e da fidelidade de Deus que conduz a nossa história. Belém é a menor entre as cidades de Judá, que terá a honra de dar o Messias prometido pelos profetas, aquele que estenderá seu reino de paz até "os extremos confins da terra". Humildes e pastoris são também as origens de Davi. O futuro Messias é apresentado mais como o descendente do Davi pastor de Belém, do que do Davi glorioso da cidade real. Humildes e pobres são os primeiros portadores da esperança e da salvação. Assim é Maria para com Isabel. Com a mesma humildade e pobreza, Isabel, iluminada pelo Espírito Santo, reconhece em Maria a mãe do salvador, e proclama o mistério que nela se realizou.
I Leitura: Mq 5, 1-4a – Exaltou os humildes.
O novo Messias virá de Belém, como Davi. Deus escolhe os incapazes e fracos para confundir os poderoso e os fortes. As esperanças do povo são renovadas. Belém, uma aldeia do interior, desprezível aos olhos da corte instalada em Jerusalém. Essa localidade, pequena entre as vilas de Judá, será pátria daquele que vai governar Israel. estão repletos de otimismo, alegria e esperança. A salvação, portanto, não vem da capital e do poder aí instalado, mas da periferia, do meio dos pobres...
Salmo - 79(80), 2ac.3b.15-16.18-19 (R/.4)
II Leitura: Hb 10, 5-10 – Vim fazer a tua vontade.
Deus opera suas grandes obras naqueles que são pequenos. São os despojado. O próprio Jesus, enviado de Deus, confirma esta maneira. “Eis que venho para fazer a tua vontade”. Esta frase do salmo 40 realiza-se plenamente no Servo por excelência, Jesus, que vem ao mundo para tornar supérfluos todos os sacrifícios e holocaustos, já que ele mesmo de modo insuperável sua existência, em prol dos seus irmãos.
Evangelho: Lc 1, 39-45 – Eis a serva.
A cena mostra o encontro de duas mães agraciadas com o dom da fecundidade e da vida (Isabel, além de idosa, era estéril; Maria não teve relações com nenhum homem). O trecho mostra também o encontro de duas crianças, o Precursor e o Salvador, sob o dinamismo do Espírito Santo. Jesus fora concebido por obra do Espírito; João Batista exulta no seio de Isabel que, cheia do Espírito Santo, proclama Maria bem-aventurada. A cena mostra, sobretudo, que Deus se revela nos pobres e faz deles sua morada permanente.
Reflexão.
1. Temos consciência de que Deus tem outros métodos para realizar seu projeto?
2. Como rezamos o “seja feita a vossa vontade”?
3. Como concretizamos ações de serviço e humildade?
Dinâmica:
Durante a aclamação ao Evangelho entrar com uma imagem de Maria ou colocar a imagem de Maria no presépio.

11/12/2012

3º DOMINGO DO ADVENTO

 
Introdução:
A celebração deste domingo nos convida à alegria, pois o Senhor, o esposo fiel, se aproxima. Ele já está entre nós! Mas com ele preparamos o Advento do seu Reino. É tempo de redobrar nossa esperança, fortalecer nossa caminhada e correr decididos e alegres ao seu encontro. Terceiro Domingo do Advento. Domingo da alegria. Por várias vezes, foi proclamada a palavra alegria nas diversas leituras. É que estamos próximos ao Natal do Senhor. "O que devemos fazer?" Esta pergunta aparece três vezes no evangelho deste domingo. Sua resposta traça um programa de vida para os cristãos em suas comunidades. O Natal que está para chegar marca a presença de Deus em nosso meio, "pequeno resto" que procura manter-se fiel ao Senhor. Conosco Deus quer construir nova história e nova sociedade. A celebração eucarística é o momento em que damos graças ao Pai, por meio de Jesus, no Espírito. Nossa oração, feita de agradecimento e súplica, é momento de discernimento e de compromisso com Jesus e seu projeto, pois ele irá pôr às claras quem somos e o que fazemos para construir sociedade e história novas. A partilha do Pão da vida nos ensina a partilhar os bens da criação, na justiça e no serviço aos marginalizados.
I Leitura: Sf 3, 14-18a – O Senhor está no meio de nós!
Essa parte é um oráculo de restauração. É uma mensagem de esperança dirigida à minoria que sobreviveu à catástrofe nacional (um pequeno resto). A história do povo de Deus reinicia a partir desse pequeno resto, composto de pobres. Com eles Javé irá construir a nova sociedade. Os versículos escolhidos para a liturgia deste domingo estão repletos de otimismo, alegria e esperança. É um convite à festa, à dança, pois chegou o dia do casamento entre Deus e seu povo. O motivo de tanta alegria é este: O Senhor é rei de Israel!
Cântico: Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R/.6)
II Leitura: Fl 4, 4-7 –Alegrai-vos.
A carta aos Filipenses é uma coleção de três bilhetes que Paulo escreveu a essa comunidade, em breve espaço de tempo. Cada um desses bilhetes tem preocupação própria. O texto de hoje contém algumas recomendações feitas em nome do Senhor. O Apóstolo ficou sabendo que havia desentendimento entre duas mulheres líderes da comunidade. Isso causou divisões e descontentamento. Depois de fazer um apelo ao diálogo e à união das lideranças, Paulo convoca todos à alegria, um dos temas fortes da carta.
Evangelho: Lc 3, 10- 18 – Preparai os caminhos.
João prega e batiza para a conversão, não só em sentimentos, mas em atos: voltar ao caminho de Deus. Cita três exemplos práticos. Exige caridade, justiça, humanitarismo. No fim ouvimos palavras fortes: vai limpar a eira, vai separar, vai queimar... O evangelho de hoje mostra alguns requisitos básicos para se construir a nova história. É uma espécie de "programa de vida": partilha, justiça e acabar com os abusos de poder.
Reflexão.
1. Temos consciência de que Deus nos conduz à vitória?
2. Como vivemos a nossa preparação para o dia do Senhor?
3. Andamos, ainda, por caminhos tortuosos?
4. Lembrar a Campanha para a Evangelização (Coleta hoje)
Dinâmica:
No abraço da paz, realçar a alegria como fruto da paz. Realizar, neste domingo, a coleta em favor da evangelização.

04/12/2012

2º DOMINGO DO ADVENTO

 

Introdução:

O Advento é tempo de conversão, tempo para preparar os caminhos do Senhor, para endireitar as veredas, a fim de que chegue o Reino de Deus. O homem moderno não é muito atento ao tema da conversão a Deus. Diante dos graves desafios que se lhe impõem (fome, ignorância, guerra, injustiça), mobiliza todas as suas energias, abandona até o comodismo, impõe-se uma conversão cotidiana: a conversão do homem a si mesmo. Mas a conversão a Deus como disponibilidade radical a ele é renúncia total a si mesmo, deixa-o insensível ou até hostil, porque o coloca diante de sua fraqueza e parece desviá-lo de sua verdadeira tarefa. O cristão de hoje está consciente do dever de contribuir para a realização do desígnio de Deus e a solução dos problemas do mundo, colaborando na obra da criação, e dando-lhe o melhor de si mesmo. Mas, em tudo isso, onde se encontra a conversão a Deus? Se os cristãos perdem o senso da conversão a Deus, e se o cristianismo apresenta apenas o aspecto de um humanismo sem dimensão religiosa, priva-se o mundo de um dom divino.

 

I Leitura: Br 5, 1-9 – Deus guiará seu povo para a vitória!

Esse texto serviu para animar o povo de Deus em tempos de crise. A lição que aprendemos é esta: a misericórdia de Deus é maior que todas as crises e tragédias humanas. Por ser Pai e esposo, ele não abandona seus filhos, mas os reconduz para as fontes de vida, a fim de que saibam viver a justiça e a paz, criando assim uma sociedade em que não se repitam mais os erros que levaram o povo de Deus à quase ruína total.

 

Sl 125(126), 1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R/.3) - Deus transforma o sofrimento em alegria

 

II Leitura: Fl 1, 4-6.811 – Puros para o dia de Cristo

A oração de Paulo é ação de graças a Deus pela perseverança da comunidade e pela solidariedade que a caracteriza. Ele tem uma convicção: quem está agindo nas pessoas é o próprio Deus, capaz de levar sua obra à perfeição até o Dia de Cristo Jesus. Paulo crê que o evangelho é uma força extraordinária capaz de criar o mundo novo, levando a comunidade a se comprometer em profundidade com o projeto de Deus. Sua oração é movida pelo amor que sente pela comunidade como um todo: amor que traduz a ternura do próprio Cristo.

 

Evangelho: Lc 3, 1-6 – Preparai os caminhos.

O processo de construção do Reino de Deus é diferente do processo de construção do reino humano. A história da salvação não passa pela "história oficial". A finalidade da missão de João: proclamar o fim da "história oficial" e o início da história que Jesus irá construir com os pobres e a partir deles. O caminho de Jesus é proposta aberta a todos, inclusive aos que pertencem à "história oficial", desde que se convertam e endireitem o próprio caminho para serem salvos. Duas coisas se destacam: conversão e necessidade de preparar os caminhos do Senhor.

 

Reflexão.

1. Temos consciência de que Deus nos conduz à vitória?

2. Como vivemos a nossa preparação para o dia do Senhor?

3. Andamos, ainda, por caminhos tortuosos?

4. Lembrar Campanha para a Evangelização

 

Dinâmica:

Encenar o Evangelho.