11/04/2014

DOMINGO DE RAMOS



Para a benção dos Ramos: Mt 21,1-11

Para a Celebração: Is 50,4-7

                               Fl 2,6-11   

                               Mt 26,14-27,66

 

Obs.: a)Embora se recomendem as três leituras na Celebração, pode-se omitir uma ou mesmo as duas primeiras leituras.

            b) Tanto depois da Leitura do Evangelho da Benção dos Ramos, como após a Leitura d Paixão, se recomenda uma BREVE homilia:

 

Para a Benção dos Ramos: a) Com esta cerimônia se inicia a Semana Santa.

                                            b) Jesus é aclamado pela multidão (ramos, aclamações), mas entra de uma forma humilde (jumentinho). Ele será rejeitado.

                                             c) Jesus enfrenta com coragem o desafio de sua condenação.

                                            d) Devemos caminhar com Jesus, enfrentando os desafios. Responder ao mundo, pelas nossas atitudes o -“Quem é este?” - Mártires de ontem e de hoje.

 

Para a Celebração:

Introdução:

                        Iniciamos a Semana Santa. Preparamo-nos para ela, com a nossa caminhada quaresmal. Foi-nos pedido conversão. A Campanha da Fraternidade nos mostrou a necessidade de se construir uma sociedade sem escravos, sem trafico humano, com respeito à dignidade das pessoas. Nossa coleta, encerrando com um gesto concreto, nossa Campanha da Fraternidade, vai ajudar ao atendimento às vítimas de violência e da exclusão social, a ações que visam a educação pela paz e a promoção da cidadania de direitos humanos. A Celebração de hoje não pode ser apenas a vitoriosa aclamação do Senhor que entra em Jerusalém, mas um compromisso de acompanhá-lo até a cruz, para com Ele ressuscitar.

 

 I Leitura: Is 50,4-7 - Sei que não serei envergonhado...

A profecia do servo sofredor antecipa a cena da paixão de Jesus. Ele enfrenta os sofrimentos. A Comunidade deve ter a coragem de enfrentar os sofrimentos, pois geram a vitória final. Não podemos chegar à Ressurreição e à vida se não passarmos pela paixão e morte. É da fraqueza que devemos tirar a força para vencer os desafios.

 

II Leitura: Fl 2,6-11 - Quem se humilha será exaltado...

São as contradições de Deus; a força na fraqueza e a fraqueza na força. O que foi descrito na primeira leitura, aqui se concretiza. Aquele Jesus glorioso, da entrada triunfante em Jerusalém se torna o nada, na cruz. Mas depois se torna o Senhor.

 

Evangelho: Mt 26,14-27,66 - Paixão de Deus, paixão do mundo. (fazer dialogada)

Saltamos do clima alegre da entrada triunfante para o clima da paixão, tortura, cruz, sofrimento... As paixões, as torturas, as cruzes e os sofrimentos de tantos calvários de hoje devem nos estimular a enfrentar os desafios. Mas não paramos na morte. Caminhamos para a Páscoa.

 

Na leitura da Paixão, que deve sempre ser dialogada, não se faz a saudação inicial - "O Senhor esteja convosco...”, mas no fim se diz - "Palavra da Salvação", mas não se beija o livro. Quando se anuncia a morte do Senhor se faz uma pequena pausa e todos se ajoelham em silêncio. Optar sempre pela forma mais longa. A forma mais breve só deve ser usada em ocasiões especiais (idosos hospitais...). A assembléia pode acompanhar a leitura sentada.

Terminada a história da Paixão, haja uma BREVE homilia.

 

01/04/2014

5º DOMINGO DA QUARESMA


 

Introdução:

                        Uma leitura crítica de nossa sociedade nos faz perceber claramente que vivemos em um contexto onde se privilegia a morte, a exclusão, o empobrecimento. A paisagem é aterradora. Ossos secos, sem vida, opção por projetos que matam, visão de morte por todo o lado. Além da angústia que toma conta de nós, muitas das vezes parece que nada podemos fazer. Mas existe uma luz no fim do túnel. A esperança de que algo pode ser feito é apontado pela primeira leitura de hoje: Deus está do nosso lado. São Paulo nos fala de vida conquistada por meio da justiça. Jesus não apenas lamenta e chora seu amigo morto, mas o restitui à vida. Não podemos ficar só nos lamentado, mas devemos assumir algo concreto, para mudar a cara desta nossa sociedade, sobretudo nesta dimensão denunciada pela Campanha da Fraternidade/2014, sobre a terrível questão do trafico humano.

 

 I Leitura: Ez 37,12-14 - Sopro de vida.

(Favor ler todo o capitulo 37 para poder entender o contexto) A ação libertadora de Deus, ao livrar o seu povo do exílio de Babilônia, lembra uma nova criação, através do sopro vitalizador de Deus, dando vida ao primeiro homem. O povo é reconduzido à sua terra. Tomando consciência de sua dignidade o povo começa a se reunir e se organizar, lutando para construir uma nova sociedade, um novo país, uma nova história.

 

II Leitura: Rm 8,8-11 - Morte e vida severina

De acordo com o seu comportamento se sabe se o cristão está do lado da vida ou da morte. Se tem o sopro de Deus ou o sopro da Morte. O mesmo Espírito que ressuscitou Jesus vitaliza nossas ações, como principio de uma verdadeira Vida.

 

Evangelho: Jo 11,1-45 - Angustiados sim! Derrotados nunca!

Quando Jesus acorda Lázaro, não fica só na lamentação, no choro pelo amigo morto. A sua ação libertadora o chama à vida. Enfrenta o sofrimento, caminha ao encontro do maior desafio que é a morte e a vence. Seu amigo vive! Não duvidar deste poder  (“Senhor se estivesses aqui...”). Não deixar para depois (“...há de ressurgir no último dia”). Há uma luz no fim do túnel. Tem que ser agora.

 

Reflexão.

1. Estamos nos organizando em função das denúncias feitas pela Campanha da Fraternidade /2014?

2. De que lado estamos: da Vida ou da Morte?

3. Diante de quadro social que vivemos só nos lamentamos? Que gesto concreto estamos assumindo para criar condições de Solidariedade e Paz?

 

Dinâmica:

Fazer aqui o Ato penitencial, (um ramo seco, onde estão pendurados os pecados e na medida em que forem retirados, sejam substituídos por ramos verdes).

Depois de silêncio de oração, cada pessoa sopra na direção de quem está perto. Depois se canta.

 

Depois do Ato penitencial

Lembrando a última preparação para o Batismo, pedimos a libertação de todo o mal.

Recitar um dos exorcismos batismais...

 

“Deus todo-poderoso, que, enviando vosso Filho único, destes ao homem, cativo do pecado, a liberdade dos vossos filhos, nós vos suplicamos por estes vossos servos que, tendo conhecido as seduções do mundo e as tentações do demônio, se reconhecem pecadores diante de vós. Libertai-os do poder das trevas pela paixão e ressurreição de vosso Filho e guardai-os no caminho da vida, sustentados pela graça de Cristo.

Por Cristo, nosso Senhor.”

 

 

 

 

26/03/2014

4º DOMINGO DA QUARESMA


 

Introdução:

No dia do nosso batismo fomos ungidos sacerdotes, profetas e reis. Esta unção nos marcou como filhos e filhas de Deus, pelo banho na água. Recebemos uma vela acesa, no compromisso de viver como filhos da luz. A liturgia de hoje evoca toda esta dimensão batismal. Davi ungido rei, lembra a cada um de nós nosso chamado ao serviço pastoral e social. Paulo quer que vivamos como filhos da luz. Ao curar o cego de nascença, Jesus pede que ele se lave na piscina... A quaresma é este tempo forte de preparação para a Páscoa da Ressurreição, tempo em que os catecúmenos se preparavam para o Batismo. Somos hoje chamados a reviver a intensidade deste sacramento em nossa vida. Diante de desafios, como o trafico humano, as violências, as agressões lembrados pela Campanha da Fraternidade, devemos assumir o anúncio e a denúncia proféticas, o serviço, sobretudo à causa dos excluídos e celebrar a vida, dom precioso que Deus nos dá e que está sendo tão negligenciada!

 

 I Leitura: 1Sm 16,1b.6-7.10-13a - Quem vê cara não vê coração.

A unção de Davi mostra que Deus não age de acordo com os critérios humanos. A unção carismática, feita pelo profeta, legitima esta escolha por parte de Deus. A história esta cheia de exemplos claros dos erros cometidos, quando se escolhe algo ou alguém seguindo apenas os critérios humanos. Deus escolhe sempre o que não tem valor, elege sempre o pobre, está do lado do excluído...

 

II Leitura: Ef 5,8-14 - Ser filhos da luz

São Paulo termina o texto de hoje com um hino batismal: “Desperte você que está dormindo. Levante-se dentre os mortos e Cristo o iluminará.” Quem assumir de verdade o seu batismo vai produzir frutos de bondade, de justiça, de verdade, de solidariedade e de paz.

 

Evangelho: Jo 9,1-41 - Não basta ter olhos abertos para enxergar...

O cego é todo o oprimido, alienado. Jesus quer libertá-lo. Mas o poder não quer deixar! Curado, tem que enfrentar os desafios e precisa mudar de lado. Jesus então o admite na nova comunidade. O poder não quer sair perdendo. Mas Jesus desmascara o poder. Não basta ter olhos abertos para enxergar...

 

Reflexão.

1. Como estamos vivendo a nossa tríplice missão batismal: profeta, sacerdotes, servos?

2. Lutamos para construir uma sociedade exista bondade, verdade e justiça?

3. Temos coragem de enfrentar o poder e denunciar as injustiças? Sobretudo tudo o que Campanha da Fraternidade/2014 vem denunciando?

 

Dinâmica:

Fazer aqui o Ato penitencial, e retirar a venda que cobre os olhos daqueles que fazem os pedidos de perdão.

 

Lembrar que o Evangelho pode ser dialogado (O livro da Diocese para a leitura da Paixão tem no final o texto do Evangelho deste domingo em forma de diálogo)

 

 

 

05/03/2014

Iº DOMINGO DA QUARESMA


 
Introdução:

Começamos a Quaresma. Um tempo de enfrentamentos. Vamos nos enfrentar, fazendo um sério exame de consciência. Vamos enfrentar um modelo social excludente, que empobrece e produz morte e morte violenta. Vamos enfrentar desafios tentadores. Como enfrentaram nossos primeiros pais e como enfrentou Jesus. No paraíso houve uma desistência da luta, uma derrota. No deserto houve um enfrentamento corajoso, que saiu vitorioso. Jesus é exemplo de luta, de ousadia, de coragem! Devemos imitá-lo! A celebração que nos reúne nos fortalece para que possamos enfrentar as diversas tentações. “Se é prá ir prá luta eu vou...”.

 

 I Leitura: Gn 2,7-9;3,1-7 - Quem tudo quer tudo perde.

A descrição poética da criação não quer dar informações cientificas sobre a origem do homem, mas entender e interpretar a existência humana, com seus desafios e mistérios herdados de seu passado. Saídos das mãos de um Deus oleiro, mostra a nossa fragilidade. O jardim com a árvore da vida, a bondade de Deus que nos sustenta. A árvore do bem e do mal, a ganância de ter tudo, algo só de Deus e que o homem queria para si.  A serpente, o deus dos vizinhos, tentação de apostasia e superstição. Ao homem nu, diante do mal, é oferecida a veste nova, na esperança de um Redentor.

 

II Leitura: Rm 5,12-19 - Da morte para a vida.

Paulo faz as comparações entre Adão e Jesus, entre o pecado e a graça, entre a morte e a vida. A humanidade, mergulhada no reino do pecado e da morte, assemelha-se a Adão. A humanidade, introduzida no reino da graça e da vida, assemelha-se a Jesus. Um só levou todos ao pecado. Um só levou todos à vida. Neste tempo de quaresma contemplamos Jesus que assume com coragem o caminho para a cruz, de onde redimirá a humanidade toda.

 

Evangelho: Mt 4,1-11 - Ele venceu, nós venceremos!

Diante de nós está o Jesus humano, que enfrenta os desafios do demônio. É a experiência da própria Comunidade que no dia-a-dia enfrenta os desafios. Faltaria algo, se no inicio da vida de Jesus Ele não tivesse enfrentado o demônio e o vencido. Mas Ele o fez para mostrar à humanidade a possibilidade de também vencer as tentações. Jesus é tentado a satisfazer suas necessidades imediatas (prestígio, poder, riquezas), mas supera as tentações, apresentando um projeto que transforma as estruturas. A Palavra que sai da boca de Deus, não tentar o Senhor, adorar ao Senhor Deus, são expressões que mostram sua confiança e sua obediência ao projeto do Pai.

 

Reflexão.

1. Quais as tentações que nos rodeiam? O Ter, o Prazer, o Poder...

2. Como estamos participando da Campanha da Fraternidade? Estamos nos empenhando em resolver o problema do tráfico humano, sendo construtores da Liberdade?

3. Somos sinceros ao rezar “e não nos deixeis cair em tentação...”?

 

Dinâmica:

Fazer o Ato Penitencial depois da homilia. (Em todos os domingos)

- Trazer numa cesta ou bandeja, uma sacola representando dinheiro, uma roupa rica, uma garrafa de bebida e enquanto se canta, coloca-se sobre estas coisas uma cruz.

- Lembrando a última preparação para o batismo, o padre ou animador traça a cruz sobre a Assembléia e todos fazem uma cruz na testa da pessoa que está do lado.

 

28/02/2014

QUARTA-FEIRA DE CINZAS


 

Introdução:

                        Iniciamos hoje a nossa caminhada para a Páscoa do Senhor! Iniciamos também a Campanha da Fraternidade. Durante todo este tempo seremos chamados à conversão. A Igreja nos dará a oportunidade para o sacramento da Penitência, teremos oportunidade para assumir as obras que caracterizam este tempo: o jejum, a esmola e a oração... A Campanha da Fraternidade vai nos ajudar a refletir sobre um grave problema de nosso país: o tráfico humano. A Quaresma e a Campanha da Fraternidade são apelos de conversão. Devemos chegar à Páscoa com o coração preparado para também ressuscitar com Jesus. As cinzas que hoje recebemos são o sinal do nosso nada e do nosso propósito de mudança de vida.

 
 I Leitura: Jl 2,12-18 - Rasgar o coração.

Diante de uma terrível calamidade que varre o país, o profeta pede a participação de todos numa grande manifestação de penitência e jejum, para suplicar a Deus que afaste  a catástrofe. Deus, porém não quer um rito puramente exterior. A conversão, a mudança, deve ser do coração. Deus não desampara o seu povo arrependido e convencido da necessária conversão.

 II Leitura: 2Cor 5,20-6,2 - É agora o dia da salvação!

O apóstolo suplica aos cristãos que se reconciliem com Deus. Por meio de Jesus conseguiremos alcançar esta reconciliação. Este tempo, tempo de nossa história, é que é o tempo oportuno que temos para mudar de vida. Não vamos desperdiçá-lo. “Temo Deus que passa e que talvez não volte nunca mais” (Sto. Agostinho)

 Evangelho: Mt 6,1-6.16-18 - Esmola - Oração - Jejum

Os três gestos que devem caracterizar nossa caminhada quaresmal, não podem ser apenas práticas externas, para que os outros vejam. A esmola, gesto de partilha, é ir ao encontro do próximo, destruindo o egoísmo da posse. A oração é ir ao encontro com Deus, reconhecendo-o como criador, destruindo nossa auto-suficiência. Jejuar é ir ao interior de si mesmo, privando-se do necessário, para ser partilhado, destruindo o egocentrismo. Não precisamos de recompensas humanas, mas a recompensa do Pai.

 Reflexão.

1. A quaresma tem um significado de conversão? Quais os gestos concretos que vamos assumir para nos preparar para a Páscoa?

2. Comentar rapidamente sobre a Campanha da Fraternidade/2014.

            Tema: Fraternidade e tráfico humano

            Lema: É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5, 1)

 Dinâmica:

O Rito da distribuição das cinzas.

 

 

 

18/02/2014

7º DOMINGO DO TEMPO COMUM


 
Introdução

Neste domingo, somos convidados, de novo a dar o "passo a mais", o "plus" para sermos cristãos. Viver um compromisso sério e radical. Não basta viver o "feijão-com-arroz" do nosso dia a dia. Devemos buscar a perfeição, a santidade. O que foi dito aos antigos, hoje deve ser assumido numa ótica de vivência mais profunda. Não podemos viver a superficialidade de ter a nossa consciência apaziguada do dever cumprido, da lei cumprida. Não basta cumprir o que está escrito na fria lei. Deus quer de nós algo mais! Assumir "a superação de uma religião feita de leis, de códigos, de ritos, de gestos externos e o viver em comunhão com Deus, de tal forma que a vida de Deus encha o coração do crente e transborde em gestos de amor para com os irmãos. O que é que define a minha atitude religiosa: o cumprimento dos ritos, a letra da lei, ou a comunhão com Deus que enche o meu coração de vida nova e que depois se expressa em atitudes de amor radical para com os irmãos?"

Primeira Leitura: Lv 19, 1-2.17-18

A primeira leitura que nos é proposta apresenta um apelo veemente à santidade: viver na comunhão com o Deus santo, exige o ser santo: "Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo."(v 2)  Na perspectiva do autor do nosso texto, a santidade passa também pelo amor ao próximo. A caridade para com o próximo reflete em nós a santidade de Deus

 Segunda Leitura: 1Cor 3, 16-23

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Corinto – e os cristãos de todos os tempos e lugares – a serem o lugar onde Deus reside e Se revela aos homens. Para que isso aconteça, eles devem renunciar definitivamente à “sabedoria do mundo” e devem optar pela “sabedoria de Deus” (que é dom da vida, amor gratuito e total).

 

Evangelho: Mt 5, 38-48

No Evangelho, Jesus continua a propor aos discípulos, de forma muito concreta, a sua Lei da santidade (no contexto do “sermão da montanha”). Hoje, Ele pede aos seus que aceitem inverter a lógica da violência e do ódio, pois esse “caminho” só gera egoísmo, sofrimento e morte; e pede-lhes, também, o amor que não marginaliza nem discrimina ninguém (nem mesmo os inimigos). É nesse caminho de santidade que se constrói o “Reino”.

 

Reflexão:

1. Estou buscando a santidade ?

2. Que sabedoria busco? a do mundo? a de Deus?

3. Estou vivendo, de modo concreto a Lei do Amor?

 

Dinâmica;

Entrar com uma cruz, depois da homilia, com o crucificado, com um cartaz: "DEUS AMA ASSIM!" - COMO EU AMO?

 Fonte: Mons. Antônio Romulo Zagotto

11/02/2014

6º DOMINGO DO TEMPO COMUM


Introdução:

                        Muita gente pensa que os fatos acontecem porque Deus quer assim! “Essa é a vontade de Deus” repetimos muitas vezes para consolar alguém que perdeu um ente querido. Mas isto não é verdade! É preciso ter a verdadeira sabedoria para perceber o dinamismo da história. E necessário lutar pela vida, pelos valores que privilegiam a vida. A celebração que nos reúne deve nos ajudar a ajustar nosso modo de pensar e agir ao modo de pensar e agir de Jesus. Vamos sair daqui fortalecidos pela sua palavra e pelo seu alimento, para sermos construtores de uma sociedade que acolhe estes novos valores

 

 I Leitura: Eclo 15,16,21 - Liberdade, liberdade!

O livro do Eclesiástico tem como centro a Sabedoria na observância da Lei. O texto de hoje nos ajuda a perceber que Deus dá a cada um de nós a liberdade para agir. Ele criou a humanidade livre e isto demonstra a grandeza de Deus e a grandeza do Homem. Erros e acertos são de nossa responsabilidade. Devemos rever nossa caminhada à luz do projeto de Deus para acertar sempre.

 

II Leitura: 1Cor 2,6-10 - A verdadeira sabedoria.

O apóstolo insiste que a verdadeira sabedoria é perceber que Deus salva o mundo através de Jesus Cristo. Só o Espírito pode revelar esta grande verdade. Quem confia em sua própria capacidade, quem pretende aceitar apenas os projetos humanos, jamais vai chegar ao conhecimento da verdade.

 

Evangelho: Mt 5,17-37 - Sim, sim - Não, não!

Cumprir a Lei não significa ser legalista, interpretá-la superficialmente. É preciso ir à raiz, ver o pano de fundo da proposta que a Lei faz. Cumprir um preceito para se ver livre dele não vale. O que é necessário é entender o espírito da Lei. Os exemplos que Jesus usa no texto de hoje, mostram bem como deve ser a nossa ação diante da Lei. Não basta “não matar”. Existem tantas maneiras de se matar o irmão... É preciso defender a vida! Não basta “não cometer adultério”. Existem tantas maneira de ser falso e de se enganar... É preciso valorizar a sexualidade equilibrada.  Não basta “não jurar”. Existem tantas maneiras de se comprometer... É preciso ser transparente, ser sincero. Jesus quer de nós a retidão de comportamento: sim = sim. Não = não. Tudo o mais vem do Maligno.

 

Reflexão.

1. Que tipo de escolha estamos fazendo. O projeto do Reino ou o projeto do mundo? Estamos sendo escravos do projeto que vai contra o Reino?

2. Deixamos o Espírito conduzir nossa vida.?

3. Estamos apenas sendo legalistas, cumprindo preceitos? Que tipo de adesão temos em relação ao projeto do Reino?

 

Dinâmica:

Distribuir um papelzinho com a frase: “Diante de você estão a vida e a morte. O que você escolhe? Você decide.”

 

Pe. Romulo