1. Introdução:
Estamos começando um ano novo litúrgico. O Advento nos prepara para o Natal do Senhor. Num primeiro momento lembra a vinda de Jesus como o Juiz (Ele há de julgar..., é hora de despertar..., a vinda do Filho do Homem...) e depois nos prepara para o nascimento do Senhor, na nossa história, na história da humanidade (nos dois últimos domingos). A celebração que nos reúne já nos ajuda a vivenciar esta presença viva do Senhor entre nós.
2. Um novo tempo, um novo povo. O Senhor reúne todas as nações para a paz eterna do Reino.
Isaías lembra ao povo que no futuro todos se dirigirão para Jerusalém, para que participem da Aliança. As armas se transformarão em instrumentos de paz, que vão produzir vida. O sentido político, da importância de Jerusalém, se transforma numa profecia, dando um sentido novo, para um novo tempo, para um novo povo.
3. A salvação é agora! “A salvação está mais perto de nós.” (Rm 13,11).
O cristão deve aproveitar este momento de Deus: - na vigilância; - na mortificação; - construindo a paz. O cristão não pode desperdiçar este tempo. Nunca se acomodar. Sem o fanatismo, com o medo de que o fim do mundo está próximo, mas também sem se misturar com as coisas do mundo: bebedeiras, orgias, imoralidades,... “Liberto do egoísmo que corrompe a pessoa e a sociedade, o cristão já vive a madrugada de um tempo novo. A vinda de Jesus Cristo dissipa a longa noite da injustiça e do pecado. O cristão deve acordar, preparado para viver e testemunhar o dia da libertação inaugurado por Jesus.” [1]
4. Olhos e ouvidos bem abertos. “Ficai atentos e preparados.” (Mt 24, 42 e 44).
Jesus insiste na vigilância. O Evangelho esta cheio de alertas para que todos estejam atentos. Não sabemos o dia nem a hora! Existe uma íntima relação com o texto acima de Rm 13.
5. Conclusão.
Devemos estar preparados... Para que? Para um Natal cheio de poesia, emoção e sentimentalismo, ou para fazer a vida acontecer de verdade? O que fazer neste tempo do Advento? A Novena do Natal, a participação nas celebrações, preparando um Natal especial em Comunidade, especialmente para os mais pobres, serão gestos e atitudes que nos ajudarão a celebrar o Natal de acordo com o sentido que ele tem... Será que estamos vivendo de verdade um novo tempo, um novo povo, uma nova Comunidade? “Dias melhores virão...” Como fazer isto acontecer?
Fonte; Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
16/11/2010
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO.
1. Introdução.
Encerrando a nossa caminhada do Ano Litúrgico, celebramos a festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Sabemos muito bem como Jesus conquistou esta realeza. Caminhando firme para a prisão, para a tortura, para a morte. O seu trono é a cruz e a sua coroa a de espinhos... Em nada se assemelha aos reis e poderosos deste mundo. A direção do poder de Jesus é bem outra: a do serviço, a da humildade, a da opção pelos pobres e esquecidos da sociedade. Sua realeza liberta e torna o homem mais livre do pecado e da escravidão, mais capaz de viver a verdadeira liberdade dos filhos e filhas de Deus. Devemos ser súditos apaixonados pelo projeto do Reino, promovendo o homem integralmente. Os que nos virem deverão também se apaixonar por este projeto. O prefácio deste Domingo define o Reino de Jesus, como um reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça do amor e da paz. Infelizmente a sociedade de hoje está longe destas realidades. Será que quando Ele voltar o mundo estará mudado?
2. Promessa. “Eles o ungiram Davi como rei de Israel.” (2Sm 5, 3).
Termina o sistema das Tribos e começa o sistema Monárquico. Este é um dos acontecimentos fundamentais da história de Israel. A unção de Davi, escolhido por Deus e reconhecido por todos, é uma imagem do que vai acontecer com Jesus. Davi vai decepcionar. Jesus vai assumir até o fim, até à cruz.
3. Reinado do Filho. “Recebeu-nos no reino de seu Filho amado.” (Cl 1, 13).
Para animar os colossenses a permanecer firmes na fé, Paulo cita um hino cristão, provavelmente usado na cerimônia batismal, que canta a grandeza de Cristo. Paulo se serve desse hino para criticar qualquer doutrina que apresente como necessárias outras mediações salvíficas, além da de Cristo. Cristo é o único mediador entre Deus e a criação, e só ele, mediante a cruz, é capaz de reconciliar Deus com as criaturas submetidas ao pecado.
4. Cruz como trono. “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”. (Lc 23, 42).
Jesus é crucificado como criminoso, entre criminosos. Por entre a curiosidade do povo e a caçoada dos chefes e soldados ecoa a palavra de perdão: os responsáveis pela morte de Jesus devem ser perdoados, porque não conhecem a gravidade e as conseqüências do próprio gesto. O letreiro da cruz, indicando a causa da condenação, proclama para todos a chegada da realeza que dá a vida. No momento em que tudo parece perdido, Jesus se mostra portador da salvação. Ele anunciou a salvação aos pecadores, durante a sua vida; agora, na cruz, a oferece ao criminoso. Jesus não está sozinho na cruz. Acompanham-no todos aqueles que são condenados por uma sociedade que não aceita o projeto de Deus e que clamam: “Lembra-te de nós!”.
5. Conclusão.
Junto com a festa de Cristo Rei, celebra-se também o Dia do Leigo e da Leiga. Vocação especial, muitas vezes esquecida (tendemos a acreditar que vocacionados são somente os sacerdotes e freiras), ser leigo ou leiga no mundo de hoje é um permanente desafio. Desafio de vida e testemunho: como ser do mundo, sem ser do mundo, como nos conclama São Paulo? Leigos e leigas ocupam importantes ministérios na vida da Igreja e assumem sua vocação particular de constituir família – e aceitar com generosidade a vocação matrimonial que Deus lhes dá. Assumem a vocação de atuar profissionalmente com ética, dedicação e diferencial positivo no sentido de ser uma pessoa diferente no meio de tantas. Assumem vocação missionária, dedicando-se muitas vezes solitariamente ao outro mais necessitado. Enfim, leigos e leigas assumem o grande desafio de serem pedras vivas da Igreja, trabalhadores do reino que Cristo Rei vem implementar.
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
Encerrando a nossa caminhada do Ano Litúrgico, celebramos a festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Sabemos muito bem como Jesus conquistou esta realeza. Caminhando firme para a prisão, para a tortura, para a morte. O seu trono é a cruz e a sua coroa a de espinhos... Em nada se assemelha aos reis e poderosos deste mundo. A direção do poder de Jesus é bem outra: a do serviço, a da humildade, a da opção pelos pobres e esquecidos da sociedade. Sua realeza liberta e torna o homem mais livre do pecado e da escravidão, mais capaz de viver a verdadeira liberdade dos filhos e filhas de Deus. Devemos ser súditos apaixonados pelo projeto do Reino, promovendo o homem integralmente. Os que nos virem deverão também se apaixonar por este projeto. O prefácio deste Domingo define o Reino de Jesus, como um reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça do amor e da paz. Infelizmente a sociedade de hoje está longe destas realidades. Será que quando Ele voltar o mundo estará mudado?
2. Promessa. “Eles o ungiram Davi como rei de Israel.” (2Sm 5, 3).
Termina o sistema das Tribos e começa o sistema Monárquico. Este é um dos acontecimentos fundamentais da história de Israel. A unção de Davi, escolhido por Deus e reconhecido por todos, é uma imagem do que vai acontecer com Jesus. Davi vai decepcionar. Jesus vai assumir até o fim, até à cruz.
3. Reinado do Filho. “Recebeu-nos no reino de seu Filho amado.” (Cl 1, 13).
Para animar os colossenses a permanecer firmes na fé, Paulo cita um hino cristão, provavelmente usado na cerimônia batismal, que canta a grandeza de Cristo. Paulo se serve desse hino para criticar qualquer doutrina que apresente como necessárias outras mediações salvíficas, além da de Cristo. Cristo é o único mediador entre Deus e a criação, e só ele, mediante a cruz, é capaz de reconciliar Deus com as criaturas submetidas ao pecado.
4. Cruz como trono. “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”. (Lc 23, 42).
Jesus é crucificado como criminoso, entre criminosos. Por entre a curiosidade do povo e a caçoada dos chefes e soldados ecoa a palavra de perdão: os responsáveis pela morte de Jesus devem ser perdoados, porque não conhecem a gravidade e as conseqüências do próprio gesto. O letreiro da cruz, indicando a causa da condenação, proclama para todos a chegada da realeza que dá a vida. No momento em que tudo parece perdido, Jesus se mostra portador da salvação. Ele anunciou a salvação aos pecadores, durante a sua vida; agora, na cruz, a oferece ao criminoso. Jesus não está sozinho na cruz. Acompanham-no todos aqueles que são condenados por uma sociedade que não aceita o projeto de Deus e que clamam: “Lembra-te de nós!”.
5. Conclusão.
Junto com a festa de Cristo Rei, celebra-se também o Dia do Leigo e da Leiga. Vocação especial, muitas vezes esquecida (tendemos a acreditar que vocacionados são somente os sacerdotes e freiras), ser leigo ou leiga no mundo de hoje é um permanente desafio. Desafio de vida e testemunho: como ser do mundo, sem ser do mundo, como nos conclama São Paulo? Leigos e leigas ocupam importantes ministérios na vida da Igreja e assumem sua vocação particular de constituir família – e aceitar com generosidade a vocação matrimonial que Deus lhes dá. Assumem a vocação de atuar profissionalmente com ética, dedicação e diferencial positivo no sentido de ser uma pessoa diferente no meio de tantas. Assumem vocação missionária, dedicando-se muitas vezes solitariamente ao outro mais necessitado. Enfim, leigos e leigas assumem o grande desafio de serem pedras vivas da Igreja, trabalhadores do reino que Cristo Rei vem implementar.
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
03/11/2010
TODOS OS SANTOS.
1. Introdução:
Na festa de hoje olhamos para os nossos irmãos e irmãs que já alcançaram a contemplação definitiva de Deus. Estão, como dizemos, no céu. Mas olhamos também para cada um de nós que deve constantemente buscar esta santidade. Os santos e santas de ontem são um apelo para que nós, os santos e santas de hoje demos um testemunho constante de vida de santidade. Deus é santo. E o apelo dele é justamente este: Sede santos, pois Eu sou santo (cf. Lv 11,45). Buscar a santidade não é algo de extraordinário, fazer milagres, produzir coisas fantásticas... Os grandes santos fizeram as coisas ordinárias de um modo extraordinário. Deus nos torna filhos e filhas: já temos a vida dele em nós. Basta conservar esta vida da graça para sermos santos. Mas os desafios são inumeráveis: devemos enfrentar as perseguições, os dragões, as tentações... Mas temos as armas: a Palavra de Deus, a Eucaristia, os Sacramentos, a vida em Comunidade....
2. João viu o número... “Vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas.” (Ap 7, 9).
A marca na fronte é o sinal da salvação e da pertença a Deus. O número 144.000 (12x12x1.000) é o número total e perfeito. A salvação está aberta a todos (todas as nações, tribos, raças e línguas) A veste branca lembra a pertença ao novo povo (batismo) e as palmas, o enfrentamento dos desafios. Ser santo é pertencer aos assinalados, sem distinção de raça ou status e fazer parte dos que enfrentam os desafios para que o Reino aconteça.
3. Filhos do Santo. “Veremos Deus tal qual Ele é.” (1Jo 3, 2).
Muitos de nós desconhecemos esta grande dignidade: somos filhos e filhas de Deus. O Batismo abre para nós esta porta e a partir daí devemos manter esta dignidade, custe o que custar. A semelhança plena se dará quando Cristo se manifestar na sua glória. Mas desde agora devemos viver esta dignidade. Não esperar ser santo depois...
4. Bem-aventurados... “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.” (Mt 5, 12).
Os valores são totalmente invertidos. Só os santos entenderam a realidade das bem-aventuranças. Parece uma utopia dizer que bem-aventurados são os pobres, os perseguidos, os que choram, os que são puros... A sociedade hoje elege outros valores. Mas a verdadeira santidade está em buscar e em viver as bem-aventuranças. Isto custou a vida de Jesus e custou a vida de muitos santos e santas. Se quisermos ser santos e se quisermos um mundo novo devemos praticar as bem-aventuranças.
5. Conclusão.
Devemos buscar a santidade, apesar dos desafios. Parece que falar em santidade hoje destoa dos projetos humanos. Mas esta é a nossa vocação. Conta-se que Madre Teresa de Calcutá foi interrogada por um repórter se ela não se importava em ser chamada de santa. E ela prontamente respondeu: “Não, não me importo, pois essa é a minha obrigação!”. Viver diariamente o nosso Batismo, fonte de nossa vocação à santidade, vai nos impulsionar a viver a santidade. As Bem-aventuranças não podem ser apenas sonho, utopia. Devem ser realidade.
CI031110
Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
Na festa de hoje olhamos para os nossos irmãos e irmãs que já alcançaram a contemplação definitiva de Deus. Estão, como dizemos, no céu. Mas olhamos também para cada um de nós que deve constantemente buscar esta santidade. Os santos e santas de ontem são um apelo para que nós, os santos e santas de hoje demos um testemunho constante de vida de santidade. Deus é santo. E o apelo dele é justamente este: Sede santos, pois Eu sou santo (cf. Lv 11,45). Buscar a santidade não é algo de extraordinário, fazer milagres, produzir coisas fantásticas... Os grandes santos fizeram as coisas ordinárias de um modo extraordinário. Deus nos torna filhos e filhas: já temos a vida dele em nós. Basta conservar esta vida da graça para sermos santos. Mas os desafios são inumeráveis: devemos enfrentar as perseguições, os dragões, as tentações... Mas temos as armas: a Palavra de Deus, a Eucaristia, os Sacramentos, a vida em Comunidade....
2. João viu o número... “Vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas.” (Ap 7, 9).
A marca na fronte é o sinal da salvação e da pertença a Deus. O número 144.000 (12x12x1.000) é o número total e perfeito. A salvação está aberta a todos (todas as nações, tribos, raças e línguas) A veste branca lembra a pertença ao novo povo (batismo) e as palmas, o enfrentamento dos desafios. Ser santo é pertencer aos assinalados, sem distinção de raça ou status e fazer parte dos que enfrentam os desafios para que o Reino aconteça.
3. Filhos do Santo. “Veremos Deus tal qual Ele é.” (1Jo 3, 2).
Muitos de nós desconhecemos esta grande dignidade: somos filhos e filhas de Deus. O Batismo abre para nós esta porta e a partir daí devemos manter esta dignidade, custe o que custar. A semelhança plena se dará quando Cristo se manifestar na sua glória. Mas desde agora devemos viver esta dignidade. Não esperar ser santo depois...
4. Bem-aventurados... “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.” (Mt 5, 12).
Os valores são totalmente invertidos. Só os santos entenderam a realidade das bem-aventuranças. Parece uma utopia dizer que bem-aventurados são os pobres, os perseguidos, os que choram, os que são puros... A sociedade hoje elege outros valores. Mas a verdadeira santidade está em buscar e em viver as bem-aventuranças. Isto custou a vida de Jesus e custou a vida de muitos santos e santas. Se quisermos ser santos e se quisermos um mundo novo devemos praticar as bem-aventuranças.
5. Conclusão.
Devemos buscar a santidade, apesar dos desafios. Parece que falar em santidade hoje destoa dos projetos humanos. Mas esta é a nossa vocação. Conta-se que Madre Teresa de Calcutá foi interrogada por um repórter se ela não se importava em ser chamada de santa. E ela prontamente respondeu: “Não, não me importo, pois essa é a minha obrigação!”. Viver diariamente o nosso Batismo, fonte de nossa vocação à santidade, vai nos impulsionar a viver a santidade. As Bem-aventuranças não podem ser apenas sonho, utopia. Devem ser realidade.
CI031110
Mons. Antonio Romulo Zagotto
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29/10/2010
DESCE! - XXXIº DOMINGO DO TEMPO COMUM.
1. Introdução.
Somos convidados a ir ao encontro de Jesus. Fazer a experiência do encontro pessoal com o Senhor é fazer o itinerário de Zaqueu: abrir-se para ouvi-lo e acolhe-lo em nossa casa. Casa no sentido mais amplo – coração, vida, atitudes... Conversão! Também a nós é dada a ordem: Desce! Devemos sair de nossa postura auto-suficiente, despir-nos do orgulho e nos colocar ao nível dos outros, da multidão, dos seguidores. Não somos melhores nem piores. Devemos nos sentir igual. Só assim o Senhor vai se hospedar em nossa casa. Do nosso coração deve brotar o mesmo grito do publicano, de domingo passado: “Tem piedade de mim que sou pecador!” (Lc 18,13).
2. Compaixão. “Senhor, de todos tens compaixão, porque amas tudo que existe” (Sb 11, 23; 24).
Apesar de nossos pecados – o contexto fala da idolatria – Deus olha para nós cheio de compaixão. São estas as atitudes de Deus em relação ao pecador: tem compaixão, fecha os olhos ao pecado, ama, não despreza, trata com bondade, corrige com carinho. Quem faz a experiência de um Deus assim jamais vai querer permanecer no pecado. Jesus nos revela estas atitudes de Deus numa palavra – ele é Abbá = Paizinho. O Salmo nos ajuda a rezar: “Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.” (Sl 144, 8-9).
3. Perseverar. “O nome de nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós nele”. (2 Ts 1, 12).
São Paulo insiste na perseverança. Aguardar a vinda de Jesus deve ser algo vivido aqui e agora.. Não deve ser algo que vai acontecer muito lá na frente, mas já preparado hoje. O encontro com o Senhor deve ser vivido no nosso dia-a-dia. Glorificar a Deus nas nossas atitudes de perseverança, sem diminuir a vontade de fazer o bem. Paulo quer uma Comunidade voltada para as propostas de esperança e fé. Só assim estarão preparados para os desafios e enfrentamentos.
4. Conversão. “O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”. (Lc 19, 10).
De novo nos encontramos diante do perdão e da misericórdia de Deus. Como o publicano de domingo passado, hoje o encontro não é de ficção, mas de verdade. Zaqueu encarna as condições do pecador arrependido e busca Jesus. Mas é Jesus quem olha para cima da árvore, que fala o nome de Zaqueu (o conhece pelo nome!) e se convida para ir à sua casa. Iniciativas de Deus diante de um coração arrependido. A própria ação do arrependimento é uma iniciativa de Deus.
5. Conclusão
Devemos estar atentos ao apelo de conversão que o Senhor faz a cada um de nós. Ele quer fazer saber que “hoje a salvação entrou nesta casa...” (Lc 19, 9). Fazer a experiência da ternura, da misericórdia e da bondade de Deus é algo que nos deve levar a viver constantemente na sua graça.. Cada um de nós é chamado a vivenciar esta experiência. Cabe a cada pessoa celebrar este encontro com o Senhor. Deus não exclui ninguém. Basta ter o coração aberto à sua ação. Basta que desçamos depressa e recebamos Jesus com alegria. (cf Mt 19, 6).
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
Somos convidados a ir ao encontro de Jesus. Fazer a experiência do encontro pessoal com o Senhor é fazer o itinerário de Zaqueu: abrir-se para ouvi-lo e acolhe-lo em nossa casa. Casa no sentido mais amplo – coração, vida, atitudes... Conversão! Também a nós é dada a ordem: Desce! Devemos sair de nossa postura auto-suficiente, despir-nos do orgulho e nos colocar ao nível dos outros, da multidão, dos seguidores. Não somos melhores nem piores. Devemos nos sentir igual. Só assim o Senhor vai se hospedar em nossa casa. Do nosso coração deve brotar o mesmo grito do publicano, de domingo passado: “Tem piedade de mim que sou pecador!” (Lc 18,13).
2. Compaixão. “Senhor, de todos tens compaixão, porque amas tudo que existe” (Sb 11, 23; 24).
Apesar de nossos pecados – o contexto fala da idolatria – Deus olha para nós cheio de compaixão. São estas as atitudes de Deus em relação ao pecador: tem compaixão, fecha os olhos ao pecado, ama, não despreza, trata com bondade, corrige com carinho. Quem faz a experiência de um Deus assim jamais vai querer permanecer no pecado. Jesus nos revela estas atitudes de Deus numa palavra – ele é Abbá = Paizinho. O Salmo nos ajuda a rezar: “Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.” (Sl 144, 8-9).
3. Perseverar. “O nome de nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós nele”. (2 Ts 1, 12).
São Paulo insiste na perseverança. Aguardar a vinda de Jesus deve ser algo vivido aqui e agora.. Não deve ser algo que vai acontecer muito lá na frente, mas já preparado hoje. O encontro com o Senhor deve ser vivido no nosso dia-a-dia. Glorificar a Deus nas nossas atitudes de perseverança, sem diminuir a vontade de fazer o bem. Paulo quer uma Comunidade voltada para as propostas de esperança e fé. Só assim estarão preparados para os desafios e enfrentamentos.
4. Conversão. “O Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”. (Lc 19, 10).
De novo nos encontramos diante do perdão e da misericórdia de Deus. Como o publicano de domingo passado, hoje o encontro não é de ficção, mas de verdade. Zaqueu encarna as condições do pecador arrependido e busca Jesus. Mas é Jesus quem olha para cima da árvore, que fala o nome de Zaqueu (o conhece pelo nome!) e se convida para ir à sua casa. Iniciativas de Deus diante de um coração arrependido. A própria ação do arrependimento é uma iniciativa de Deus.
5. Conclusão
Devemos estar atentos ao apelo de conversão que o Senhor faz a cada um de nós. Ele quer fazer saber que “hoje a salvação entrou nesta casa...” (Lc 19, 9). Fazer a experiência da ternura, da misericórdia e da bondade de Deus é algo que nos deve levar a viver constantemente na sua graça.. Cada um de nós é chamado a vivenciar esta experiência. Cabe a cada pessoa celebrar este encontro com o Senhor. Deus não exclui ninguém. Basta ter o coração aberto à sua ação. Basta que desçamos depressa e recebamos Jesus com alegria. (cf Mt 19, 6).
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
21/10/2010
DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS. XXXº DOMINGO DO TEMPO COMUM
1. Introdução.
Outra vez a Santa Palavra vem nos falar de oração. Nosso encontro semanal com o Ressuscitado nos faz saborear o caminho a ser percorrido para se aprender a rezar. Não podemos entrar em contato com Deus com o coração inflado de arrogância, imaginando que o mundo gira ao redor de nós. Devemos nos colocar como necessitados da misericórdia de Deus para receber Dele toda a atenção. Aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados Deus dá atenção. Para quem se basta, não há espaço para Deus.
2. Deus ouve os pequenos. “A prece do humilde atravessa as nuvens.” (Eclo 35, 21).
As categorias do pobre, do órfão e da viúva (e ainda o estrangeiro, não mencionado aqui), são os queridos de Deus. São grupos socialmente vulneráveis. Deus os escuta. Deus os protege. Suas preces são ouvidas. É assim que devemos nos apresentar diante de Deus: despojados. O nosso vazio será ocupado por Deus. O refrão do salmo de hoje nos ajuda a rezar: “O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos.” (Sl 33).
3. Abandonado. “Agora está reservada para mim a coroa da justiça.” (2Tm 4, 8).
Ao escrever ao Bispo Timóteo, Paulo mostra bem que Deus faz justiça aos despojados. Abandonado pelos homens, é recompensado por Deus. O prêmio não são elogios humanos, mas a coroa imperecível da justiça, dada por Deus. Em seu “testamento”, Paulo delineia bem como os abandonados são acolhidos por Deus. Quando tinha o coração cheio de ira não era acolhido. Quando “caiu do cavalo” tem o valor reconhecido.
4. Fariseu e publicano. “O publicano voltou para casa justificado, o outro não.” (Lc 18, 14).
A “ação de graças” do fariseu não atingiu o coração de Deus. Falava mais de si. Sua oração tinha duas direções: um olhar negativo dos pecados dos outros e um olhar positivo de suas virtudes. Deus não o ouviu. O publicano tinha uma direção: suas misérias, seus pecados. Deus o ouviu. A salvação não é mérito nosso, vem de Deus. Se nos colocarmos assim diante de Deus, Ele nos atenderá.
5. Conclusão.
Os queridos de Deus são ouvidos. Diante dos valores do mundo, são desprezados. Mas é com estes que Deus faz aliança. Ele está do lado do pobre, do humilde, do desprezado. E é assim que devemos nos colocar diante de Deus: despojados! Só assim Deus vai preencher nosso vazio. Se nos colocarmos cheios, não haverá espaço para Deus. Neste Domingo celebramos o Dia Mundial das Missões. O tema de reflexão, sugerido pelo Papa Bento XVI para este ano de 2010, é: “A construção da comunhão eclesial é a chave da missão”. Ser missionário é ir ao encontro dos despojados para anunciar a eles a pessoa de Jesus. Mais com atitudes do que com palavras.
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
Outra vez a Santa Palavra vem nos falar de oração. Nosso encontro semanal com o Ressuscitado nos faz saborear o caminho a ser percorrido para se aprender a rezar. Não podemos entrar em contato com Deus com o coração inflado de arrogância, imaginando que o mundo gira ao redor de nós. Devemos nos colocar como necessitados da misericórdia de Deus para receber Dele toda a atenção. Aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados Deus dá atenção. Para quem se basta, não há espaço para Deus.
2. Deus ouve os pequenos. “A prece do humilde atravessa as nuvens.” (Eclo 35, 21).
As categorias do pobre, do órfão e da viúva (e ainda o estrangeiro, não mencionado aqui), são os queridos de Deus. São grupos socialmente vulneráveis. Deus os escuta. Deus os protege. Suas preces são ouvidas. É assim que devemos nos apresentar diante de Deus: despojados. O nosso vazio será ocupado por Deus. O refrão do salmo de hoje nos ajuda a rezar: “O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos.” (Sl 33).
3. Abandonado. “Agora está reservada para mim a coroa da justiça.” (2Tm 4, 8).
Ao escrever ao Bispo Timóteo, Paulo mostra bem que Deus faz justiça aos despojados. Abandonado pelos homens, é recompensado por Deus. O prêmio não são elogios humanos, mas a coroa imperecível da justiça, dada por Deus. Em seu “testamento”, Paulo delineia bem como os abandonados são acolhidos por Deus. Quando tinha o coração cheio de ira não era acolhido. Quando “caiu do cavalo” tem o valor reconhecido.
4. Fariseu e publicano. “O publicano voltou para casa justificado, o outro não.” (Lc 18, 14).
A “ação de graças” do fariseu não atingiu o coração de Deus. Falava mais de si. Sua oração tinha duas direções: um olhar negativo dos pecados dos outros e um olhar positivo de suas virtudes. Deus não o ouviu. O publicano tinha uma direção: suas misérias, seus pecados. Deus o ouviu. A salvação não é mérito nosso, vem de Deus. Se nos colocarmos assim diante de Deus, Ele nos atenderá.
5. Conclusão.
Os queridos de Deus são ouvidos. Diante dos valores do mundo, são desprezados. Mas é com estes que Deus faz aliança. Ele está do lado do pobre, do humilde, do desprezado. E é assim que devemos nos colocar diante de Deus: despojados! Só assim Deus vai preencher nosso vazio. Se nos colocarmos cheios, não haverá espaço para Deus. Neste Domingo celebramos o Dia Mundial das Missões. O tema de reflexão, sugerido pelo Papa Bento XVI para este ano de 2010, é: “A construção da comunhão eclesial é a chave da missão”. Ser missionário é ir ao encontro dos despojados para anunciar a eles a pessoa de Jesus. Mais com atitudes do que com palavras.
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
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14/10/2010
PERSEVERANTES NA ORAÇÃO - .XXIXº DOMINGO DO TEMPO COMUM
1. Introdução.
Nos últimos domingos aprendemos sobre a fé. A lição que aprendemos neste domingo é sobre a oração. Diante de tantas tecnologias, que aparentemente solucionam todos os problemas da humanidade, nos perguntamos: Será ainda necessário rezar? No passado se rezava para que acontecesse uma intervenção divina. Hoje, com a mudança do eixo religioso (que governava todas as ações humanas no meio rural), para o eixo econômico (para o homem urbano), gera: “Uma concepção de mundo segundo a qual este último se explica por si mesmo, não sendo necessário recorrer a Deus: Deus seria pois supérfluo e até mesmo um obstáculo. Este secularismo, para reconhecer o poder do homem, acaba se colocando acima de Deus ou mesmo negando-o...”. (Puebla [1979], CELAM, 2004, p, 398).
2. Mãos elevadas para o céu. “E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia.” (Ex 17, 11)
A fé deve estar sempre unida à ação. Enquanto Moisés intercede, Josué está lutando. Deus atende as súplicas de seu povo diante dos inimigos. São obstáculos a serem vencidos. Mas será necessário também fazer a nossa parte: lutar, lutar, lutar. Uma oração contínua e insistente será a condição para se vencer as dificuldades da vida. Como nos ajuda a rezar o Salmo 120 – “Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra”. (Sl 120, 2)
3. Como agir. “O homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra”. (2Tm 3, 17).
Evangelizar é enfrentar desafios. Paulo indica ao bispo Timóteo uma maneira de agir. A garantia de conduta é a Escritura Sagrada. O texto de hoje se encaixa bem na proposta missionária deste mês de outubro – mês das missões. Como discípulos/missionários devemos anunciar com coragem a Palavra de Deus. “Proclama a Palavra, insiste oportuna e importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina”. (2Tm 4, 2).
4. Deus nos atende. “Deus fará justiça aos que gritam por Ele”. (Lc 18, 7)
A bela lição do Evangelho está na insistência e perseverança. Não podemos desanimar. Deus vai atender àqueles que, através da oração, testemunham o desejo e a esperança de que se faça justiça. A viúva é sempre uma das categorias excluídas (junto com os órfãos e os estrangeiros). O juiz injusto mostra que se um homem tão mau atende um pedido incessante, muito mais Deus, que é bom, vai nos atender.
5. Conclusão.
Com a palavra os santos: “Nada se compara em valor à oração; ela torna possível o que é impossível, fácil o que é difícil. E impossível que caia em pecado o homem que reza.”. (São João Crisóstomo). “Quem reza certamente se salva; quem não reza certamente se condena.” (Santo Afonso de Ligório). Mesmo diante de tantas soluções práticas que a modernidade traz para nós, não podemos prescindir de Deus. As diversas maneiras de rezar vão nos ajudar a estar mais próximos de Deus e Ele mais próximo de nós.
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
Nos últimos domingos aprendemos sobre a fé. A lição que aprendemos neste domingo é sobre a oração. Diante de tantas tecnologias, que aparentemente solucionam todos os problemas da humanidade, nos perguntamos: Será ainda necessário rezar? No passado se rezava para que acontecesse uma intervenção divina. Hoje, com a mudança do eixo religioso (que governava todas as ações humanas no meio rural), para o eixo econômico (para o homem urbano), gera: “Uma concepção de mundo segundo a qual este último se explica por si mesmo, não sendo necessário recorrer a Deus: Deus seria pois supérfluo e até mesmo um obstáculo. Este secularismo, para reconhecer o poder do homem, acaba se colocando acima de Deus ou mesmo negando-o...”. (Puebla [1979], CELAM, 2004, p, 398).
2. Mãos elevadas para o céu. “E, enquanto Moisés conservava a mão levantada, Israel vencia.” (Ex 17, 11)
A fé deve estar sempre unida à ação. Enquanto Moisés intercede, Josué está lutando. Deus atende as súplicas de seu povo diante dos inimigos. São obstáculos a serem vencidos. Mas será necessário também fazer a nossa parte: lutar, lutar, lutar. Uma oração contínua e insistente será a condição para se vencer as dificuldades da vida. Como nos ajuda a rezar o Salmo 120 – “Do Senhor é que me vem o meu socorro, do Senhor que fez o céu e fez a terra”. (Sl 120, 2)
3. Como agir. “O homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda boa obra”. (2Tm 3, 17).
Evangelizar é enfrentar desafios. Paulo indica ao bispo Timóteo uma maneira de agir. A garantia de conduta é a Escritura Sagrada. O texto de hoje se encaixa bem na proposta missionária deste mês de outubro – mês das missões. Como discípulos/missionários devemos anunciar com coragem a Palavra de Deus. “Proclama a Palavra, insiste oportuna e importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina”. (2Tm 4, 2).
4. Deus nos atende. “Deus fará justiça aos que gritam por Ele”. (Lc 18, 7)
A bela lição do Evangelho está na insistência e perseverança. Não podemos desanimar. Deus vai atender àqueles que, através da oração, testemunham o desejo e a esperança de que se faça justiça. A viúva é sempre uma das categorias excluídas (junto com os órfãos e os estrangeiros). O juiz injusto mostra que se um homem tão mau atende um pedido incessante, muito mais Deus, que é bom, vai nos atender.
5. Conclusão.
Com a palavra os santos: “Nada se compara em valor à oração; ela torna possível o que é impossível, fácil o que é difícil. E impossível que caia em pecado o homem que reza.”. (São João Crisóstomo). “Quem reza certamente se salva; quem não reza certamente se condena.” (Santo Afonso de Ligório). Mesmo diante de tantas soluções práticas que a modernidade traz para nós, não podemos prescindir de Deus. As diversas maneiras de rezar vão nos ajudar a estar mais próximos de Deus e Ele mais próximo de nós.
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
06/10/2010
SABER DIZER “OBRIGADO”! - XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM.
1. Introdução.
A cada Domingo nos reunimos com o Ressuscitado para a Eucaristia. A palavra Eucaristia vem do grego e significa “reconhecimento”, “ação de graças”, “muito obrigado!”. Nossa fé, como vimos, no domingo passado (“Aumenta nossa fé!”) nos faz dizer junto com Jesus o nosso muito obrigado ao Pai, reconhecendo nEle toda fonte de restauração. Se entendermos bem o significado da missa dominical, páscoa semanal, vamos perceber que mais do que cumprir uma obrigação enfadonha passa a ser uma necessidade. Eucaristia é a alegria que brota da contemplação do Deus que é grande no amor, que nasce da descoberta de sermos salvos gratuitamente.
2. Reconhecimento. “Naamã voltou para junto do homem de Deus, e fez sua profissão de fé.” (2Rs 5, 25)
O drama (ver o cap. 5 todo) se inicia com a proposta de cura e termina com o reconhecimento do verdadeiro Deus. Para esta caminhada será preciso humildade, conversão. Deus não realiza sua obra no aparato fantástico, como num passe de mágica, mas na busca constante e submissa das propostas de Deus (lavar-se sete vezes!). A lição que aprendemos que a vida é dom de Deus. Não precisamos pagar. Mas devemos ter reconhecimento. O Sl 97 nos ajuda nesta ação de graças.
3. Palavra livre. “Se com Cristo ficamos firmes, com ele reinaremos” (2Tm 2, 12).
Paulo insiste com o bispo Timóteo para que testemunhe a ressurreição. Mesmo prisioneiro deve anunciar: “a palavra de Deus não está algemada.” (2Tm 2, 9). O hino final (2Tm 2, 11-13) é para Timóteo e para nós um apelo para que haja coerência entre fé e vida.
4. Muito obrigado! “Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” (Lc 17, 18).
Nem tanto focar a gratidão, mas sim a fé do samaritano. O itinerário para se descobrir Jesus é sair da situação de exclusão (lepra), passando pela cura, até o reconhecer que em Jesus o amor de Deus leva os homens a viver na alegria da gratidão. A vida que Deus dá em Jesus Cristo é gratuita, é graça. Só na fé saberemos voltar para agradecer.
5. Conclusão.
Como Naamã e o leproso samaritano curado, devemos ser reconhecidos ao Deus que nos salva, nos perdoa e nos cura. Não podemos procurar aparatos suntuosos, exploradores de um Deus que cura tomando em troca nossas dádivas, mas o Deus de uma cura gratuita, própria do comportamento de Deus: sem barulho, na simplicidade de quem acolhe, sobretudo os excluídos e menosprezados. A Eucaristia vai se revestir de um sentido diferente, como ação de graças e não como o pesado encargo de cumprir um mandamento. A partir daí vamos entender que Eucaristia não é obrigação, mas uma necessidade. O “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou” (Lc 17, 19) é dito também a nós, se reconhecidos soubermos fazer da Eucaristia a verdadeira ação de graças. E é também, neste mês missionário um envio: discípulos/missionários.
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
A cada Domingo nos reunimos com o Ressuscitado para a Eucaristia. A palavra Eucaristia vem do grego e significa “reconhecimento”, “ação de graças”, “muito obrigado!”. Nossa fé, como vimos, no domingo passado (“Aumenta nossa fé!”) nos faz dizer junto com Jesus o nosso muito obrigado ao Pai, reconhecendo nEle toda fonte de restauração. Se entendermos bem o significado da missa dominical, páscoa semanal, vamos perceber que mais do que cumprir uma obrigação enfadonha passa a ser uma necessidade. Eucaristia é a alegria que brota da contemplação do Deus que é grande no amor, que nasce da descoberta de sermos salvos gratuitamente.
2. Reconhecimento. “Naamã voltou para junto do homem de Deus, e fez sua profissão de fé.” (2Rs 5, 25)
O drama (ver o cap. 5 todo) se inicia com a proposta de cura e termina com o reconhecimento do verdadeiro Deus. Para esta caminhada será preciso humildade, conversão. Deus não realiza sua obra no aparato fantástico, como num passe de mágica, mas na busca constante e submissa das propostas de Deus (lavar-se sete vezes!). A lição que aprendemos que a vida é dom de Deus. Não precisamos pagar. Mas devemos ter reconhecimento. O Sl 97 nos ajuda nesta ação de graças.
3. Palavra livre. “Se com Cristo ficamos firmes, com ele reinaremos” (2Tm 2, 12).
Paulo insiste com o bispo Timóteo para que testemunhe a ressurreição. Mesmo prisioneiro deve anunciar: “a palavra de Deus não está algemada.” (2Tm 2, 9). O hino final (2Tm 2, 11-13) é para Timóteo e para nós um apelo para que haja coerência entre fé e vida.
4. Muito obrigado! “Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” (Lc 17, 18).
Nem tanto focar a gratidão, mas sim a fé do samaritano. O itinerário para se descobrir Jesus é sair da situação de exclusão (lepra), passando pela cura, até o reconhecer que em Jesus o amor de Deus leva os homens a viver na alegria da gratidão. A vida que Deus dá em Jesus Cristo é gratuita, é graça. Só na fé saberemos voltar para agradecer.
5. Conclusão.
Como Naamã e o leproso samaritano curado, devemos ser reconhecidos ao Deus que nos salva, nos perdoa e nos cura. Não podemos procurar aparatos suntuosos, exploradores de um Deus que cura tomando em troca nossas dádivas, mas o Deus de uma cura gratuita, própria do comportamento de Deus: sem barulho, na simplicidade de quem acolhe, sobretudo os excluídos e menosprezados. A Eucaristia vai se revestir de um sentido diferente, como ação de graças e não como o pesado encargo de cumprir um mandamento. A partir daí vamos entender que Eucaristia não é obrigação, mas uma necessidade. O “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou” (Lc 17, 19) é dito também a nós, se reconhecidos soubermos fazer da Eucaristia a verdadeira ação de graças. E é também, neste mês missionário um envio: discípulos/missionários.
Fonte: Mons. Antonio Romulo Zagotto
catedral@dci.org.br
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