06/05/2013

SEXTO DOMINGO DA PÁSCOA

1. Introdução
Na celebração alegre e jubilosa deste tempo pascal, nosso encontro com o Ressuscitado neste domingo nos leva a descobrir que somos destinados a coisas mais altas. Uma purificação gradativa vai nos levar a perceber que somos "cidadãos do infinito". Novos céus e nova terra era o apelo do domingo passado. Hoje a Jerusalém celeste, na superação das barreiras de certos costumes humanos, com a ação do Espírito Santo. Hoje, mais do que nunca devemos ser os feitores dessa nova realidade, nos deixando guiar pelo Espírito Santo.
Primeira Leitura - At 15, 1-2.22-29
Enraizada no ambiente judaico e pagão, a Igreja enfrenta o primeiro grande conflito. Os cristãos provenientes do judaísmo continuavam praticando a circuncisão e observando as prescrições da Lei. A evangelização não obrigava os pagãos convertidos a esses costumes judaicos. Contudo, alguns de Jerusalém começaram a ensinar que também os pagãos, para se salvarem, deviam observar as mesmas coisas que os judeus convertidos. Em outras palavras, primeiro deviam ser «judaizados» e depois cristianizados. A questão era muito séria: os costumes judaicos pertencem à essência da mensagem cristã? Até que ponto a ação missionária da Igreja transmite o Evangelho, ou confunde o Evangelho com determinado contexto sociocultural, impondo a um povo a visão de outro? O Evangelho é fermento libertador, e não superestrutura que aprisiona e perverte a alma de um povo. A carta conciliar não tem caráter dogmático; é apenas uma orientação pastoral.
Segunda Leitura - Ap 21, 10-14.22-23
João apresenta a nova humanidade como cidade perfeita e deslumbrante. Esta imagem mostra a beleza e santidade da Aliança com Deus. A humanidade é a esposa, o reverso da prostituta. João a apresenta com traços da antiga Babilônia histórica: quadrada, atravessada por uma avenida ao longo do rio, e com jardins. Sugere, assim, que a Jerusalém celeste é a Babilônia, prostituta purificada e transformada pelo Evangelho. Agora, ela reflete a glória de Deus, que nela está presente. As formas e medidas são perfeitas: muralhas com cento e quarenta e quatro côvados (doze x doze), doze portas com os nomes das doze tribos, doze alicerces com os nomes dos doze apóstolos. Ela é quadrada e cúbica, como o Santo dos santos no Templo. Sua perfeição é inimaginável (doze mil). Ela é uma cidade universal, aberta para toda a humanidade (portas voltadas para os quatro pontos cardeais). O brilho do ouro e das pedras preciosas mostra que a cidade é imagem do brilho de Deus. É a humanidade plenamente realizada, à imagem e semelhança do Criador.
Evangelho - Jo 14, 23-29
Advogado é alguém que defende uma causa. Jesus envia o Espírito Santo como advogado da comunidade cristã. O Espírito é a memória de Jesus que continua sempre viva e presente na comunidade. Ele ajuda a comunidade a manter e a interpretar a ação de Jesus em qualquer tempo e lugar. O Espírito também leva a comunidade a discernir os acontecimentos para continuar o processo de libertação, distinguindo o que é vida e o que é morte, e realizando novos atos de Jesus na história. Jesus fala de paz e alegria no momento em que sua morte está para acontecer. Paz é a plena realização humana. Ela só é possível se aquele que rege uma sociedade desumana for destituído de poder. A morte de Jesus realiza a paz. Todo martírio é participação nessa luta vitoriosa de Jesus e, portanto, causa de paz e alegria.
Fonte: Bíblia Pastoral.
Reflexão.
1. Nossa Comunidade é aberta a todos?
2. Somos construtores da Jerusalém celeste?
3. Somos dóceis ao Espírito Santo?
Dinâmica
Apresentar a Pastoral da Acolhida. Se não houver organizar...

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